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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Estudo afirma que vacina da AstraZeneca reduz transmissão após uma dose


A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelos britânicos AstraZeneca e Universidade de Oxford reduz a transmissão do vírus em 67% desde a primeira dose - aponta uma análise dos testes clínicos divulgada nesta quarta-feira (3).

Este estudo realizado em Oxford, e que ainda deve passar pela revisão dos pares antes de sua publicação, indica que as pessoas vacinadas não estão apenas protegidas contra sintomas graves da doença, mas têm menos probabilidade de infectar.

A vacina pode, portanto, ter um "impacto enorme" em termos de transmissão, disse hoje o diretor do projeto, Andrew Pollard, à rede BBC, embora tenha especificado que os testes foram realizados antes do aparecimento das novas variantes.

Contra as infecções, o estudo mostra uma eficácia de 76% após a primeira dose, que se mantém por três meses. A eficácia sobe para 82% após uma segunda dose injetada três meses depois.

Esses elementos reforçam a estratégia do governo britânico que, para poder vacinar mais pessoas rapidamente, decidiu adiar a segunda injeção para até 12 semanas depois.

O Reino Unido, que já vacinou 9,6 milhões de seus 66 milhões de habitantes, usa atualmente as vacinas AstraZeneca/Oxford e Pfizer/BioNTech. Na primavera (outono no Brasil), a Moderna se juntará a essa lista. "Isso demonstra, para o mundo inteiro, que a vacina de Oxford funciona bem", celebrou o ministro britânico da Saúde, Matt Hancock, em declarações à BBC, após as críticas de alguns países que, como França e Alemanha, não a recomendam para maiores de 65 anos por causa dos poucos dados de testes clínicos sobre sua eficácia neste grupo.

O governo de Boris Johnson depende da vacinação em massa para poder suspender o terceiro confinamento em vigor no país. Até agora, o território acumula mais de 108.000 mortes por covid-19, o pior balanço em um país europeu. "Se essas vacinas reduzirem a transmissão na medida indicada, isso significará que as restrições poderão ser relaxadas mais cedo do que se tivéssemos que esperar pela imunidade do rebanho", disse o dr. Gillies O'Bryan-Tear, ex-decano da Faculty of Pharmaceutical Medicine.

"Este seria o Santo Graal da implantação mundial de vacinas", acrescentou.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Saúde em primeiro lugar - Prefeitura de Brejo da Madre de Deus dará início à segunda etapa da vacinação contra o Novo Coronavírus


A prefeitura de Brejo da Madre de Deus iniciará a segunda etapa da campanha de vacinação contra o Novo Coronavírus, com idosos a partir de 85 anos a receber a primeira dose do imunizante.

Nesta etapa é preciso que um responsável pelo idoso venha até a Secretaria de Saúde na sede do Município, Subprefeitura de São Domingos ou Subprefeitura de Fazenda Nova para realizar o cadastro, durante o horário de atendimento de 7h00 às 13h00. São necessários documentos oficiais com foto e comprovante de residência do idoso.

Para a Zona Rural e demais localidades, a Secretaria de Saúde disponibilizará o número de WhatsApp 81 9 9922-0989, disponível no mesmo horário. O cadastro deverá ser feito mediante o envio de documentação exigida para concluir o cadastramento.

Após o cadastramento, os profissionais de saúde irão às residências dos Idosos para aplicarem a primeira dose do imunizante.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Números de casos e mortes alertam para segunda onda da Covid-19 no Brasil



Passado um ano desde o primeiro caso registrado de Covid-19, parte do mundo enfrenta uma segunda onda da pandemia. No Brasil, a doença, que estava em aparente fase de declínio –– após um longo período de estagnação em altos patamares ––, com o fechamento dos números da semana 46 o sinal de alerta voltou a soar. Dados indicam que algumas regiões do país sofrem com novos surtos e, por isso, uma recorrência da Covid-19 não está afastada, sobretudo porque as medidas de proteção individual estão sendo abandonadas, bem como o isolamento social hoje praticamente inexiste.

Somente as atualizações de ontem dão demonstrações dos aumentos gerais. Isso porque, voltou-se ao patamar de mais de 30 mil casos positivos e seis centenas de mortes pela doença. Em 24 horas, foram confirmados 35.294 diagnósticos de Covid-19 e 685 óbitos. Com isso, o país acumula 5.911.758 casos e 166.699 vidas perdidas desde o início da pandemia, e pode fechar a semana epidemiológica 47 com acumulado indicando aumento nos números.

Só entre as semanas 45 e 46, houve uma subida de mais de 65% nas infecções, passando de 117.956 novos registros semanais para 195.398. O incremento nas mortes foi de 42%, quando o acúmulo de óbitos em sete dias saltou de 2.385 para 3.389. Entretanto, atraso na atualização dos dados, devido a uma tentativa de invasão aos sistemas do Ministério da Saúde, pode ser uma das explicações para as grandes divergências entre um fechamento e outro. Ainda assim, ao comparar a semana 44 com a 46, os incrementos são de 26% em relação aos casos, e de 13,7% quanto às mortes.

“A interrupção da inserção de registros no Sivep-Gripe entre as semanas 45 e 46 pode afetar a qualidade do estimador de casos recentes em alguns locais. Como o sistema é recalibrado semanalmente, eventual perda de qualidade deve ser reduzida gradativamente nas próximas semanas”, avalia o coordenador do Infogripe e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marcelo Gomes.

No balanço do Infogripe mais atual, a partir do fechamento da semana 46, o pesquisador afirma já ser possível ter algumas percepções de crescimentos, analisando os números por localidade. “Quando olhamos para cada região do país, vemos que diversas capitais apresentam retomada do crescimento nos casos graves, monitorados pelos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)”.

Oito capitais apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo e, outras duas, no curto. Belo Horizonte, Goiânia, Distrito Federal e Vitória, embora estejam apresentando sinal de crescimento no boletim, pela primeira vez, desde o início da queda, registraram também esse sinal na tendência de curto prazo na semana 45. São Paulo, novamente, tem sinal de estabilidade nas tendências, mas indica que houve incremento nas semanas anteriores.

“A análise da curva de casos sugere que a situação é de oscilação em torno de valor estável”, observa Gomes. Porto Alegre voltou a registrar possível interrupção na tendência de queda, compatível com relatos provenientes de unidades de saúde. Manaus, que vinha recebendo destaque em função da situação de retomada do crescimento em agosto, passa a apresentar sinal moderado de queda. “No entanto, é importante destacar que o sinal é de queda lenta e ainda insuficiente para retornar ao patamar observado em julho”.

Com as retomadas, a média móvel tanto de infecções como de óbitos está subindo. De acordo com análise do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), por dia estão morrendo 557 pessoas, em média, e há acréscimo diário de 30.393 casos. Em 24 de setembro, a média móvel estava equiparável a de agora, quando as atualizações giravam em torno de 28.902 registros diários. Depois disso, a tendência foi de queda, com um leve aumento no fim de outubro. No entanto, desde a segunda semana de novembro, os índices não param de subir e o mesmo ocorre em relação aos óbitos, cuja média móvel voltou a subir em 11 de novembro.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Ministério da Saúde fecha acordo com governo de SP para compra de 46 milhões de doses da Coronavac


O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, fechou um acordo com o estado de São Paulo para compra de 46 milhões de doses da Coronavac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, ao custo de R$ 2,6 bilhões, até dezembro deste ano.

Em reunião com governadores nesta terça-feira (20), Pazuello, afirmou que vai incorporar a Coronavac no Programa Nacional de Imunizações, colocando-a assim no cronograma nacional.

Os recursos, segundo a reportagem apurou, devem ser liberados por meio de medida provisória.

O governo federal tem o contrato para obter 140 milhões de doses -100 milhões da parceria entre a AstraZeneca e a Universidade de Oxford e 40 milhões do mecanismo Covax Facility, liderado pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

Com a compra de doses também da Coronavac, o total previsto para ser oferecido deve chegar a 186 milhões.

Segundo o ministério, a previsão é que a vacinação seja iniciada em janeiro do próximo ano. Profissionais de saúde e pessoas com maior risco de complicações da Covid-19, como idosos, devem ter prioridade na oferta da vacina.

Em nota, porém, a pasta informa que não deve recomendar que a vacinação seja obrigatória. O argumento do ministério é que a vacinação de cerca de metade da população já poderia ser suficiente para atingir uma imunidade coletiva, "ou seja, para reduzir a um nível seguro a circulação do vírus da Covid-19 no Brasil".

"Desta forma, o Governo Federal oferecerá a vacinação de forma segura, mas não recomendará sua obrigatoriedade aos gestores locais, respeitando o direito individual de cada brasileiro", informou.

Segundo a pasta, Pazuello assinou um protocolo de intenções para aquisição de doses da Coronavac.

O acordo foi fechado um adia após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticar a postura do governador João Doria em afirmar que a vacinação contra a Covid-19 será obrigatória no estado de SP e afirmar que as doses precisariam ter comprovação científica para que fossem aplicadas. "O país que está oferecendo essa vacina tem que primeiro vacinar em massa os seus, depois oferecer para outros países", afirmou o presidente.

No final da tarde, em evento no Palácio do Planalto, o presidente fez críticas indiretas ao governador João Doria (PSDB). Segundo ele, o tucano está "levando terror perante a opinião pública". "Não quero acusar ninguém de nada aqui, mas essa pessoa está se arvorando e levando terror perante a opinião pública. Hoje em dia, pelo menos metade da população diz que não quer tomar essa vacina. Isso é direito das pessoas. Ninguém pode, em hipótese alguma, obrigá-las a tomar essa vacina", acrescentou.

Bolsonaro ressaltou ainda que quem defende a vacinação obrigatória contra o coronavírus não pensa na "vida do próximo" e que as decisões sobre a política de imunização cabem ao Ministério da Saúde.

A Coronavc está na fase 3 de testes, incluindo o Brasil. Segundo o governo de São Paulo, a vacina é segura e registrou efetios colaterais leves em 35% dos voluntários da pesquisa.

sábado, 17 de outubro de 2020

Casos de Covid-19 devem permanecer altos no verão, segundo Fiocruz



O número de mortes por covid-19 pode permanecer alto nos próximos meses, caso o cenário atual permaneça, de acordo com a edição especial do Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada hoje (16). O estudo mostra que apesar da leve tendência de queda desde setembro, o país ainda está em patamar elevado de casos e óbitos.

O Boletim mostra que a curva da evolução de casos e óbitos por covid-19 no Brasil apresentou, desde o início da pandemia, um padrão diferente de outros países. Enquanto em países europeus, por exemplo, o número de casos subiu rapidamente e, após atingir um pico, caiu vertiginosamente - agora, a região passa por uma segunda onda de contaminação - no Brasil, a subida foi mais lenta e a descida também está sendo, de acordo com o vice-diretor do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz, Christovam Barcellos.

“O que não significa que estamos livres da pandemia, ela tende a diminuir em direção ao verão, mas ainda com número muito alto”, diz Barcellos. “A Europa está começando a viver o inverno. Nós vamos começar a viver o verão, com números caindo, o que significa talvez que a transmissão da Covid-19 terá um pouco tendência sazonal: vai ser mais intensa no inverno, como todas as gripes, e menos intensa no verão”.

De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrava, até ontem (15), mais de 5,1 milhões de casos confirmados e 152 mil mortes por Covid-19. “A permanência da pandemia nos próximos meses pode acrescentar algumas dezenas de milhares de novos óbitos no país”, diz o Boletim da Fiocruz.

Cuidados - Barcellos ressalta que ainda não é possível descuidar das medidas de combate ao vírus. “Muita gente tem que sair de casa, seja para trabalhar, fazer compras, encontrar amigos. Devem, de qualquer maneira, evitar aglomerações. Estudos têm mostrado que situações que têm muita transmissão são lugares fechados, pessoas muito próximas, sem máscara”, diz.

O sistema de saúde também deve seguir alerta. “Tem que manter alguns leitos disponíveis nos hospitais e reforçar o que chamamos de atenção primária de saúde, reforçar a estratégia de saúde da família, clínica da família e vigilância em saúde, fazendo testes, identificando as pessoas com os sintomas iniciais”, acrescenta.

O estudo destaca a necessidade do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e diz que a avaliação da capacidade instalada no país para atender pacientes graves de covid-19 revelou as grandes desigualdades entre as regiões e a forte concentração de recursos voltados para o setor de saúde suplementar em áreas específicas.

De acordo com Barcellos, os cuidados não poderão ser abandonados nem mesmo quando houver uma vacina. “Existem diversas doenças circulando que têm vacina. Sarampo tem vacina, mas infelizmente tem surto localizado de sarampo, ou porque as pessoas não vacinaram ou porque vacina não funcionou 100%. Quase nenhuma vacina funciona 100%, toma e nunca mais vai adoecer, isso não existe em quase nenhuma vacina”, diz.

A vacina contra a Covid-19, segundo a publicação, deve ser considerada uma estratégia adicional e não ser entendida como única solução para o enfrentamento da pandemia. É importante ainda o acesso universal à ela.

Populações vulneráveis - O boletim mostra que a maioria das vítimas da Covid-19 são os idosos, que representam 53,1% do total de casos e 75,2% dos óbitos até o início deste mês, de acordo com dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

O impacto da pandemia nas favelas é mais acentuado que em outras localidades. Os bairros com alta e altíssima concentração de favelas apresentam maior letalidade, 19,47%, o dobro em relação aos bairros considerados sem favelas, onde a letalidade do vírus é 9,23%.

Os dados mostram ainda que negros morrem mais que brancos, eles representam 48,2% das mortes por Covid-19, enquanto os brancos representam 31,12%.

Os povos indígenas são, de acordo com o boletim, particularmente vulneráveis à covid-19 e às suas graves consequências, devido a fatores históricos e socioeconômicos. A taxa da mortalidade entre indígenas, dependendo da faixa etária, chega a ser até 150% maior do que a de não indígenas.

Segundo dados disponibilizados pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) as taxas de mortalidade por covid-19 são progressivamente mais elevadas a partir dos 50 anos nos indígenas, em comparação à população geral. “Tal evidência alerta para os trágicos impactos socioculturais da pandemia, visto que os indivíduos de mais idade são os guardiões dos conhecimentos tradicionais, línguas e da memória das lutas históricas desses povos”, diz o estudo.

A edição especial do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz, disponível na internet, traz uma análise dos mais de seis meses da pandemia. O estudo, que foi realizado por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Fiocruz, abrange os principais aspectos relacionados à Covid-19, sejam esses sociais, econômicos, estruturais ou epidemiológicos.

Com informações do Diário de Pernambuco

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Professores da rede estadual de Pernambuco deflagram estado de greve


Contrários ao retorno das aulas presenciais em Pernambuco, professores da rede estadual deflagraram estado de greve em assembleia virtual realizada na tarde desta quinta-feira (24). A retomada das atividades, começando pelo ensino médio, foi anunciada pelo governo do estado na última segunda-feira (21). A previsão é de início das aulas presenciais no dia 6 de outubro para o terceiro ano do ensino médio; no dia 13 para o segundo ano e no dia 20 para o primeiro ano. Ainda não há definição de cronograma para o ensino fundamental e a educação infantil.

A assembleia virtual convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) reuniu 1.105 participantes. Desses, 93% concordaram com o estado de greve. Uma nova assembleia, também online, foi marcada para a próxima quarta-feira (30), às 14h30. No encontro, os professores podem decretar greve. "A categoria é contrária à volta presencial e a favor da manutenção das aulas remotas. Entendemos que ainda existem riscos, apesar de os números da Covid-19 estarem diminuindo no estado", disse a vice-presidente do Sintepe, Valéria Silva.

Antes da assembleia desta quinta, representantes do Sintepe se reuniram com o secretário estadual de Educação e Esportes, Fred Amancio. A conversa durou uma hora e meia. "Ele se colocou a disposição para continuar dialogando sobre o assunto", afirmou Valéria. Um novo encontro com o secretário foi marcado para a segunda-feira (28). "A Secretaria de Educação definiu o dia 29 (próxima terça) como a data de retorno dos professores para deixar as escolas preparadas para a volta dos alunos no dia 6. No debate de hoje, definimos que não haverá retorno dos professores até a nova assembleia (na quarta)", ressaltou a vice-presidente do Sintepe.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação e Esportes respondeu que desde a suspensão das aulas presenciais nas escolas da rede estadual, em 18 de março, tem se reunido com Sintepe, inclusive para a elaboração do protocolo setorial da educação. "A pasta informa ainda que se reuniu com a categoria nesta quinta-feira para dialogar sobre o processo de retomada das aulas presenciais nas unidades de ensino da rede, programada para começar a partir do dia 6 de outubro, e que permanece à disposição para o diálogo com o sindicato", pontuou.

O governo de Pernambuco anunciou, na tarde dessa segunda-feira (21), o retorno das aulas presenciais em escolas da educação básica do estado para o dia 6 de outubro tanto para unidades da rede pública quanto para as particulares em todas as regiões do estado. Na primeira etapa, a volta às aulas envolve apenas o terceiro ano do ensino médio. A volta será opcional e caberá aos pais ou a estudantes com 18 anos ou mais decidir sobre frequentar ou não as atividades presenciais. O modelo remoto de ensino deve continuar sendo oferecido. Pessoas que fazem parte do grupo de risco da Covid-19 devem continuar trabalhando ou assistindo às aulas no modo remoto.

O secretário estadual de Educação afirmou que a pasta realizou uma "ampla análise do contexto para avaliar riscos e benefícios da abertura das escolas, bem como a experiência e resultados obtidos em mais de 15 países que já retomaram as aulas durante a pandemia". Segundo o secretário, o retorno deve ser feito por escolas que atendam aos critérios de retomada estabelecidos pelo protocolo do governo, como distanciamento de pelo menos 1,5 metro em sala de aula; instalação de pias para higienização constante das mãos no ambiente escolar, além de orientações para todos nas escolas; monitoramento e testagem dos casos suspeitos.

Com informações do Diário de Pernambuco 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Aulas presenciais serão retomadas em Pernambuco


Desde o dia 18 de março que as aulas presenciais estão suspensas em Pernambuco. Após seis meses de suspensão, devido à pandemia da Covid-19, o Estado anunciou, na coletiva de imprensa desta segunda-feira (21), a retomada de aulas presenciais. Na primeira etapa, apenas os estudantes do último ano do ensino médio retornarão ao ensino presencial, no dia 6 de outubro. A orientação é tanto para escolas da rede estadual quanto para escolas da rede privada. 

No mês de outubro, a previsão é de que todas as turmas do ensino médio possam voltar às aulas presenciais. A partir do dia 6, os estudantes do terceiro ano do ensino médio; a partir do dia 13, estudantes do segundo ano do ensino médio; e, a partir do dia 20, estudantes do primeiro ano do ensino médio. 

De acordo com o secretário estadual de Educação, Fred Amâncio, a volta das aulas presenciais só poderia acontecer em uma etapa avançada da convivência com o vírus. "Só avançaríamos para o início do processo de aulas presenciais em nossas escolas quando a gente pudesse avançar para a etapa 8 do plano de convivência no nosso Estado", explicou. O secretário ainda informou que a discussão sobre a retomada de aulas presenciais já é tema das discussões do comitê de enfrentamento à Covid-19 no Estado desde o mês de maio. 

O protocolo de retomada das aulas, já divulgado pelo Governo do Estado no mês de julho, vai ser atualizado e divulgado ainda esta semana, de acordo com o secretário. 

Escalonamento de horários, distanciamento entre os estudantes, medição de temperatura, monitoramento de casos suspeitos e testagem dos contactantes destes casos são algumas das medidas necessárias para a retomada de aulas presenciais em todas as escolas do Estado. 

A decisão pelo retorno do estudante será feita pelos seus pais ou responsáveis, sendo de caráter opcional. O ensino remoto ainda será ofertado para os estudantes. A orientação também é para que estudantes, professores e trabalhadores da educação que façam parte de grupos de risco não voltem às atividades presenciais. 

De acordo com o protocolo de retomada, cada escola deverá realizar seu planejamento pedagógico. "As datas são uma autorização para o processo de retomada, mas as instituições irão decidir sobre seus protocolos de retomada", explicou Fred Amâncio. 

Nas escolas da rede estadual já foram entregues escudos faciais, termômetros e máscaras de proteção. Além disso, todas as escolas da rede estadual que retomarão o ensino também receberam totens de álcool em gel.

Com informações da Folha de Pernambuco

sábado, 19 de setembro de 2020

Brasil decide entrar em aliança internacional por vacina contra Covid-19


O governo brasileiro informou nesta sexta-feira (18) que decidiu fazer parte da Covax Facility, uma iniciativa global para facilitar o acesso de países a vacinas contra Covid-19. "O governo brasileiro, após tratativas com a Aliança Gavi, confirma a intenção de aderir à Covax Facility, iniciativa inédita que tem como objetivo acelerar o desenvolvimento e proporcionar mundialmente o acesso equitativo a vacinas contra a Covid-19", informou o Palácio do Planalto em nota que diz ainda que "a aquisição de uma vacina segura e eficaz é prioridade do governo federal".

O prazo divulgado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para que países informassem se iam aderir à iniciativa terminava nesta sexta-feira (18).

A Covax é uma espécie de aliança e consórcio entre países que visa garantir investimentos para pesquisa, produção e oferta equitativa de vacinas contra a Covid-19. Atualmente, a estratégia acompanha nove estudos clínicos de possíveis imunizantes.

O compromisso prevê que, caso alguma delas tenha eficácia, haja o fornecimento de doses para pelo menos 20% da população de cada país vinculado à aliança. A medida também tem apoio de recursos de instituições e doadores internacionais, o que visa ajudar países de menor renda, segundo a OMS.

Na quinta-feira (18), a Secom (Secretaria de Comunicação) do governo havia informado que estudava "criteriosamente" a participação do Brasil na Covax Facility e que, "assim como outros países, segue em tratativas junto à Aliança Global de Vacinação para a extensão do prazo" para a adesão.

"Tal medida se faz necessária para obter mais informações sobre as condições para a aprovação regulatória, instrumento jurídico aplicável, vacinas em desenvolvimento, suas características de armazenamento e transporte logístico", apontava comunicado de quinta. "Essas definições são especialmente importantes em um país como o Brasil, de dimensões continentais."

A reportagem apurou que um desses fatores seria o possível custo da adesão, pelo fato do Brasil ser um dos países mais populosos -e a iniciativa prever a oferta de vacina para até 20%.

A ideia é que os países façam investimentos iniciais até 9 de outubro. Isso ocorre porque a estratégia prevê a possibilidade de que fabricantes façam investimentos precoces na capacidade de produção, aumentando a chance de uma oferta mais rápida da vacina caso haja eficácia.

Atualmente, o Ministério da Saúde já possui um acordo que prevê a compra de 100 milhões de doses de uma vacina em desenvolvimento pela Universidade de Oxford com a AstraZeneca -uma das nove vacinas cujo estudo clínico é acompanhado pela Covax.

Ainda não está claro se a medida poderá trazer uma interferência no acordo. A avaliação inicial de membros que acompanham o processo ouvidos pela reportagem é que a adesão é complementar, já que a iniciativa da Covax envolve também outras oito opções de vacinas, mas que a medida ainda precisa ser avaliada.

Com informações da Folha Press

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Pernambuco avança no Plano de Convivência com a Covid-19 em 3 das 4 macrorregiões do Estado


Em coletiva do Governo de Pernambuco, nesta quinta-feira (17), o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, anunciou avanços em três macrorregiões do Estado no Plano de Convivência com a Covid-19. A partir da segunda-feira (21), os municípios que compõem as Macrorregiões de Saúde 3 e 4 (Sertão do Estado) e a Gerência Regional de Saúde (Geres), que tem como cidade polo Garanhuns, no Agreste Meridional (na macrorregião 2), avançam uma etapa na convivência com o novo coronavírus. 

Na mudança, as Geres VI, VII, VIII e XI, com polo nas cidades de Arcoverde, Salgueiro, Petrolina e Serra Talhada, avançam da etapa 7 para a etapa 8, podendo liberar escritórios com 100% dos funcionários, além de museus e espaços para exposições. No Agreste, a Geres V, com sede em Garanhuns, também avança da etapa 7 para a etapa 8. 

Isso coloca toda a Macrorregião 2 na Etapa 8, ficando igual à Região Metropolitana e à Zona da Mata. A Macrorregião I, que compreende a Região Metropolitana do Recife e a Zona da Mata, é a única que não avançou no Plano de Convivência com a Covid-19 no anúncio desta quinta-feira (17). 

Já nas Geres IX e X, com sede em Ouricuri e Afogados da Ingazeira, o avanço será da etapa 6 para a etapa 7 do plano. Com isso, os horários de shoppings centers e restaurantes vão até 22h. 

De acordo com Bruno Schwambach, a chegada da maioria do Estado à fase verde de convivência, a fase 8, é sinal de que o povo pernambucano vai conseguir passar por todas as etapas do plano. "É mais um avanço gradual e consistente, nós teremos agora 10 das 12 Gerências Regionais de Saúde chegando na nossa fase verde, que já é uma fase que demonstra uma estabilização em baixa. A gente pretende, se os números continuarem com essa tendência de queda, em breve, que todo o Estado esteja na fase verde", informou. 

O comportamento da população é crucial para a liberação de novos setores da economia. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, quando são seguidos corretamente todos os protocolos de liberação de um serviço outras etapas do plano podem avançar. “Atualmente, 97% dos setores da economia do Estado já voltaram a funcionar, sendo alguns com capacidade mais reduzida e outros com 100% da capacidade. É importante ressaltar que o retorno das atividades, sem reflexos negativos no comportamento dos números da doença, também é justificado pela obrigatoriedade do cumprimento dos protocolos específicos de cada atividade, alinhado e definido a partir dos diálogos permanentes entre Estado e a representação dos segmentos”, afirmou Bruno Schwambach.

Com informações do Folha de Pernambuco

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Sim, ele venceu a Covid - Pai da radialista Márcia Arantes está recuperado da Covid-19


A Secretaria de Saúde de Santa Cruz do Capibaribe confirmou na noite desta segunda-feira, dia 13, 2.867 casos de Covid-19, destes, 2.632 estão plenamente recuperados, o que corresponde a cerca de 90% de pacientes considerados curados pelas autoridades sanitárias. Na Capital das Confecções 61 pessoas infelizmente perderam a guerra contra o vírus e vieram a óbito, dentre elas, figuras conhecidas como o empresário Hideraldo Abraantes e o ex-vereador Fernando Aragão. 

Dentre aqueles que venceram a Covid-19 está o senhor Emídio, que aos 79 anos e mesmo sendo diabético e hipertenso resistiu à doença e teve alta hospitalar nesta segunda-feira. Ele estava internado há nove dias no Hospital de Campanha de Santa Cruz, que chegou a funcionar no prédio da Escola Maria do Socorro Aragão, no Bairro Polis-Pacas e que atualmente está localizado no Bairro Maria Vieira. “Sim, Deus curou o meu pai! Sim, ele é um milagre de Deus!”, celebrou a comunicadora Márcia Arantes, filha do senhor Emídio.

Patriarca de uma família com onze filhos, o senhor Emídio tem mais um motivo para celebrar. “E tem mais, minha mãe de quase 79 anos, também testou positivo para a Covid-19 e também está curada e nem foi internada. Só tenho a agradecer a Ti meu DEUS e a cada um dos profissionais da Saúde que o acolheu e cuidou com tanto amor e dedicação, vocês foram as mãos de Deus aqui na terra. Obrigada!”, disse Márcia, que dentre tantos santa-cruzenses guardará 2020 em sua memória como um ano difícil, mas acima de tudo, um ano de superação e de vitórias.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Eventos corporativos retomam atividades nesta segunda-feira em Pernambuco

Pessoas jurídicas, como empresas e instituições, poderão realizar eventos corporativos a partir de hoje, desde que cumpram as medidas de segurança estabelecidas pelo governo do estado para evitar a contaminação do coronavírus. Além dos protocolos específicos para o setor, no que diz respeito à higienização e distanciamento, a capacidade também será limitada neste primeiro momento, podendo reunir até 100 pessoas ou 30% da capacidade do estabelecimento. 

Eventos sociais e culturais ainda não foram liberados dentro do plano de flexibilização das atividades econômicas em Pernambuco. Ambos serão poderão ser realizados na próxima etapa, que é a nona. Na etapa 10 está prevista a ampliação do limite para 300 pessoas ou 50% da capacidade do espaço de todo tipo de evento.

Os eventos corporativos serão os primeiros a serem liberados e deverão seguir o mesmo horário estabelecido para os serviços de alimentação, podendo ser realizados entre 6h e 22h. Isso porque o setor foi dividido em três categorias, para que a retomada aconteça de forma gradual. "Seccionamos em três categorias, com eventos corporativos, sociais e culturais. Os primeiros são os promovidos por pessoas jurídicas, como capacitações, treinamentos, reuniões, palestras, congressos e seminários. Os segundos têm objetivo de socialização e comemoração, como casamentos, batizados, aniversários e festas. Já os terceiros são apresentações, shows, teatros, museus e similares", detalhou Bruno Schwambach, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.

Dentro do plano de flexibilização das atividades econômicas, os eventos sociais e culturais serão liberados na próxima etapa, também seguindo protocolos específicos de segurança. A limitação será a mesma, inicialmente, para 100 pessoas ou 30% da capacidade do espaço. A ampliação para 300 pessoas ou 50% da capacidade acontecerá na etapa 10 para todos os eventos.

Avanço - A partir de hoje, algumas regiões do estado também avançam de etapa no plano de flexibilização das atividades econômicas. Os avanços acontecem de forma regional, de acordo com os números do coronavírus em cada região. A macrorregião 1, com a Região Metropolitana e Zonas da Mata Norte e Sul, permanece na etapa oito. Na macrorregião 2, a gerência regional de saúde (geres) do polo de Garanhuns avança para a etapa sete, igualando à regional de Caruaru. Desta forma, todo o Agreste poderá ampliar o horário de shoppings e serviços de alimentação até 22h.

A macrorregião 3 continua na etapa seis, assim como a geres de Salgueiro, da macrorregião 4. Já a geres com sede em Ouricuri avança da etapa quatro para a seis, podendo funcionar os serviços de escritório com 50% dos funcionários, 100% do efetivo do comércio e aluguel de veículos, assim como serviços de vistoria. Já os serviços de alimentação poderão funcionar das 6h às 22h. Também retornam as academias de ginástica e similares. Já a geres 8 de Petrolina passa da etapa seis para a sete, com shoppings e serviços de alimentação podendo funcionar até 22h.

Com informações do Diário de Pernambuco

sábado, 5 de setembro de 2020

Taxa de contágio da Covid-19 volta a subir em Pernambuco

Dados do Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco (IRRD), que faz um acompanhamento detalhado dos números da Covid-19 em Pernambuco, mostram que a taxa de contágio (Rt) pelo novo coronavírus voltou a subir no Estado.

Desde o último dia 26 de agosto, quando foi registrado Rt de 0.86, esse índice apresenta um movimento crescente. Nestsa quinta-feira (3), chegou a 1.26, registro mais alto desde o dia 22 de maio, quando Pernambuco apresentava uma taxa de trasmissibilidade de 1.49. Desde então, os picos haviam ocorrido em 21 de junho (1.23) e nos dias 26 e 29 de julho (1.25 em ambos). 

Segundo o IRRD, o mais adequado para tentar obter algum controle em relação à epidemia seria trabalhar com um Rt máximo de 0.70, índice jamais atingido pelo Estado desde os primeiros registros da Covid-19, em março. Uma taxa de transmissibilidade acima de 1 é um cenário considerado arriscado pelos estudiosos, uma vez que aumenta a projeção do número de pessoas que podem ser contaminadas a partir de um infectado. 

Os gráficos de casos ativos do IRRD, com atualização até essa quinta-feira, mostram que o Sertão ainda vive um momento de atenção, com Salgueiro apresentando 584 casos ativos da Covid-19. Petrolina aparece com 334 casos ativos, enquanto Arcoverde e Araripina têm 246 e 158, respectivamente. 

No Agreste, Garanhuns é o município com maior número de casos ativos, 423. Na quinta Gerência Regional de Saúde, à qual pertence Garanhuns, merecem atenção ainda Bom Conselho, com 198 casos ativos; Capoeiras, com 175; Caetés, 142; e Lajedo, 127. Ainda no Agreste, Bezerros lista 148 ativos e Caruaru, 143. 

Na Região Metropolitana do Recife, Paulista, com 444 casos ativos, é o município mais afetado no momento, seguido de Camaragibe (270), Jaboatão dos Guararapes (234) e Goiana (202). Recife, primeiro epicentro da Covid-19 no Estado, aparece com 158 casos ativos. Já a vizinha Olinda tem 151 pacientes infectados, enquanto o Cabo de Santo Agostinho apresenta 177. 

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), disse que a taxa de transmissão "é bastante afetada pelo número de casos leves detectados com a ampliação da oferta de testes rápidos (na maioria das vezes, pacientes na fase pós-transmissão e já curados)”. 

Destacou ainda que, "nas duas últimas semanas, o Estado vem observando uma redução de casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag), óbitos e de solicitação da rede hospitalar em todas as quatro macrorregiões, seguindo a tendência dos últimos meses”. Ressaltou, porém, que "esta redução não ocorre de forma homogênea”. 

A SES-PE garantiu ainda que os indicadores levados em conta para determinar avanços, pausas ou retrocessos no Plano de Convivência com a Covid-19 oferecem segurança às ações. Esses pilares são número de casos graves da Covid-19, de internações em leitos de UTI e de óbitos em razão da doença.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Aulas presenciais do ensino superior podem voltar a partir de 8 de setembro em Pernambuco

As aulas presenciais nas instituições de ensino superior das Macrorregiões 1 e 2 e e da Geres VIII (com sede em Petrolina) receberam o aval do Governo do Estado para serem retomadas a partir do próximo dia 8 de setembro. A data foi anunciada pelo secretário estadual de Educação, Fred Amâncio, em entrevista coletiva online na tarde desta segunda-feira (31). O secretário também prorrogou o decreto sobre a Educação Básica, mantendo as aulas presenciais suspensas até o dia 15 de setembro.

A macrorregião 1 engloba a Região Metropolitana do Recife e as Zonas da Mata; e a 2, o Agreste. Já a 8ª Geres , que faz parte da macrorregião 4, reúne as cidades do grupo que tem como polo o município de Petrolina, no Sertão.

Segundo o Governo de Pernambuco, o protocolo para o retorno das aulas nas faculdades será divulgado até a próxima sexta-feira (4), e caberá a cada instituição a decisão da retomada ou não das aulas. "Além de se tornar de uma autorização dada pelo Comitê de Combate à Covid-19, vale destacar que é um público adulto. Outro ponto a ser destacado é que esse processo de retomada vai ser feito em etapas, e as aulas poderão assumir, a partir da decisão das instituições, algumas configurações", observou Fred Amâncio.

Com informações da Folha de Pernambuco

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Uma boa notícia - Anvisa e Fiocruz discutem registro da vacina de Oxford no Brasil

Antes mesmo de uma aprovação oficial da sonhada vacina contra o novo coronavírus, o Brasil já discute como será feito o registro da candidata de Oxford, considerada a mais avançadas nos testes e estudos feitos em todo o mundo. Uma reunião entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizada na quarta-feira da última semana (18/8), definiu que o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) realizará as etapas de formulação, armazenamento e rotulagem da vacina.

Já a produção do insumo farmacêutico ativo (IFA), que compõe o imunobiológico, será realizada no Centro Henrique Pena. Segundo o diretor do Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, esse alinhamento entre os órgãos é fundamental para que o registro possa acontecer o mais rapidamente possível.

“Essa análise prévia é uma prática de longa data que adotamos junto à Anvisa para a incorporação de tecnologias, e só traz benefícios para o país, na medida em que nos dá direcionamentos de medidas a serem tomadas antecipadamente para o cumprimento das exigências regulatórias e o apoio necessário para a importação dos insumos”, disse.

O registro de uma vacina é o que trâmite processual que permite o acesso da população às doses. A intenção do governo federal é ofertar a imunização de graça ao incluí-la no Programa Nacional de Vacinação. A expectativa é que a assinatura do contrato entre os responsáveis britânicos e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ocorra na primeira semana de setembro e, em abril de 2021, o país já consiga desenvolver sozinho a vacina.

Para a parceria, o Ministério da Saúde já liberou aproximadamente R,9 bilhão, que inclui a compra de 100 milhões de doses, além da transferência tecnológica para que o Brasil tenha capacidade de produzir a imunização internamente.

De acordo com a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), atualmente há 13 protocolos de vacina, quatro em fase 3 de testes. Uma da vacinas que já está na fase mais avançada de testes, a 3, é justamente a vacina de Oxford. Em junho, a Anvisa aprovou a realização de estudos clínicos de fase III do imunizante dentro do país.

Com informações do Diário de Pernambuco

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Anvisa autoriza testes de mais uma vacina contra Covid-19 no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta terça-feira (18), testes em humanos de mais uma vacina contra a Covid-19 no Brasil. Trata-se da vacina desenvolvida pela Johnson em parceria com a Janssen Pharmaceuticals. Este é o quarto imunizante a obter aval para ensaios clínicos no Brasil. As vacinas Coronavac, de Oxford e da Pfizer já realizam estudos do tipo no País. 

A nova permissão foi concedida para a vacina chamada Ad26.COV2.S, produzida pela Janssen, farmacêutica da empresa Johnson & Johnson. O imunizante é composto de um adenovírus geneticamente modificado, que não possui a capacidade de se replicar. O adenovírus será um vetor para codificar a proteína spike, essencial para a entrada do coronavírus nas células humanas, de acordo com especialistas.

Os testes da vacina serão feitos em adultos com 18 anos ou mais. Os voluntários receberão uma dose única da vacina ou placebo, mas pesquisadores e voluntários não saberão quem está recebendo uma coisa ou outra. Trata-se da última fase de testes em humanos antes de uma possível aprovação para comercialização.

A previsão é que até 60 mil voluntários participem desta estapa - destes, 7 mil serão brasileiros. O recrutamento de voluntários vai acontecer nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte e será feito por cada centro de pesquisa responsável pelos testes locais.

Com informações do R7

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Comitê cientifico afirma que Covid atingiu pico em Pernambuco, mas pode voltar a crescer

Pernambuco completa, nesta quarta-feira (12), cinco meses desde as primeiras confirmações oficiais de casos da Covid-19. Em 12 de março, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) notificou um casal morador do Recife como os primeiros infectados. Em boletim publicado nessa terça-feira (11), o Comitê Científico de Combate ao Coronavírus do Consórcio Nordeste (C4) alerta que a doença atingiu seu pico no Estado, mas pode voltar a crescer.

O comitê usa vários dados para emitir o laudo, como, por exemplo, o número efetivo de reprodução (Rt) do vírus em Pernambuco. Atualmente, o valor encontra-se entre 1,07 e 1,38, o que indica um risco epidêmico alto, uma vez que valores acima de 1 apontam para um espalhamento maior do patógeno. 
Risco epidêmico da Covid-19 em Pernambuco (Foto: Divulgação/C4/Consórcio Nordeste)

Em resumo, quando o número de reprodução está acima de 1, cada paciente pode disseminar o vírus para mais de uma pessoa, o que indica a falta de controle da doença numa determinada região. O Rt alto pode ainda levar a uma segunda onda da Covid-19 no Estado, que poderia ser até mais severa que a primeira, segundo o comitê.

O comitê diz, no entanto, que o número de óbitos no Estado vem apresentando redução na curva epidêmica. Na terça, Pernambuco ultrapassou a marca de 7 mil mortes e, segundo dados do Ministério da Saúde, tem a segunda maior taxa de mortalidade da região Nordeste, com 73,3 óbitos a cada 100 mil habitantes. O índice pernambucano é menor apenas que o do Ceará, onde morrem 87,7 pessoas para cada 100 mil.

Em geral, o comitê aponta que a prevalência de queda dos números diários de casos e de óbitos ocorre nas capitais dos estados. No Interior da região, no entanto, os índices avançam. Segundo o consórcio, esse aumento pode ser provocado, em parte, pelas medidas de flexibilização do isolamento social dos governos locais.

O comitê se baseia em recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para alertar sobre a flexibilização. O ideal seria flexibilizar apenas quando o Rt ficasse abaixo de 1 por pelo menos 14 dias. O alerta ainda se estende à volta prematura das atividades presenciais de ensino, o que, segundo os cientistas, pode contribuir para “estender o avanço da terrível doença” na região.

Cenário do Nordeste - De acordo com o boletim, seis estados do Nordeste já atingiram o pico da Covid-19 até o momento - Pernambuco, Ceará, Alagoas, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte. Em Pernambuco, Paraíba e Alagoas, no entanto, os índices podem voltar a crescer. 

No Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte, a situação é menos preocupante porque os estados atingiram o pico e a epidemia segue em redução. Já na Bahia, em Sergipe e no Piauí, a Covid-19 ainda não chegou ao pico e está em fase de aumento.

O risco epidêmico continua alto em todos os estados, o que exige, ainda segundo o consórcio, que as autoridades públicas tenham muita cautela para afrouxar as medidas de isolamento. 

O número de óbitos cai em todos os estados, embora possa aumentar na Paraíba. Apesar do risco pandêmico continuar alto, a melhoria dos sistemas hospitalares para tratar a Covid-19 explica a queda nos índices de mortes, uma vez que os procedimentos médicos foram sendo atualizados ao longo do tempo, além do aperfeiçoamento do tratamento da pandemia.

Com informações da Folha de Pernambuco

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Presidente Putin anuncia que Rússia registra a primeira vacina contra o coronavírus do mundo

A Rússia desenvolveu a "primeira" vacina contra o coronavírus, que provoca uma "imunidade duradoura", declarou nesta terça-feira (11) o presidente Vladimir Putin durante uma videoconferência com integrantes do governo exibida pela televisão. A produção em massa começará em setembro. A vacina será distribuída em 1 de janeiro de 2021, de acordo com o registro nacional de medicamentos do ministério da Saúde, consultado pelas agências de notícias russas.

"Esta manhã, pela primeira vez no mundo, foi registrada uma vacina contra o novo coronavírus", disse Putin. "Sei que é bastante eficaz, que dá uma imunidade duradoura", completou.

Apesar do otimismo, a Organização Mundial de Saúde ressalta que ainda é cedo pra ver a substância com segurança. A OMS desconfia da falta de mais testes da vacina russa e questiona a falta de transparência.

A vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Rússia foi batizada como "Sputnik V", em homenagem ao satélite soviético, anunciou o presidente do fundo soberano envolvido no projeto. "Mais de um bilhão de doses foram encomendadas por 20 países", afirmou Kirill Dmitriev, antes de destacar que a fase 3 dos testes começará na quarta-feira.

Putin ainda anunciou que uma de suas filhas foi inoculada com a vacina. "Uma das minhas filhas tomou esta vacina. Acho que ela participou nos experimentos", disse Putin, segundo a agência Interfax, poucos minutos depois de anunciar a homologação.

A Rússia é o quarto país com mais casos de coronavírus no mundo. São 897 mil confirmações da doença e mais de 15 mil mortes.

CORRIDA PELA VACINA - De acordo também com a OMS, existem atualmente mais de 160 substâncias candidatas a vacina contra a covid-19 em desenvolvimento em todo o mundo. Para ser aprovada, a vacina precisa suceder em todas as etapas. As fases 1 e 2, feitas em dezenas e centenas de pessoas, respectivamente, têm como objetivo avaliar se o imunizante é seguro, a partir da observação de seus efeitos colaterais. Também buscam saber se ele estimula o sistema imunológico a combater o vírus. Na fase 3, a vacina é testada em larga escala para ver se funciona antes de poder ser liberada para toda a população.

A China e o Reino Unido já se encontram na fase 3. Enquanto isso, iniciativas mais avançada dos Estados Unidos ainda não conseguiu começar essa etapa. Pouco se sabe sobre a empresa Moderna, nos EUA. Ela chegou a anunciar resultados muito animadores na fase 1 de testes, mas ainda não há informação sobre como estão os resultados da fase 2, ainda estão em andamento.

Já a Rússia é responsável por uma das vacinas mais misteriosas, a Gamaleya. O laboratório russo anunciou resultados positivos na fase 1 de testes, mas sem muito detalhamentos.

Com informações do NE10

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Donos de escolas particulares de Pernambuco querem resposta rápida sobre o retorno das aulas presenciais

Os donos de instituições privadas de Pernambuco, que estão desde 18 de março de 2020 com as portas fechadas devido a pandemia do novo coronavírus, querem uma resposta rápida do governo do Estado em relação ao cronograma de retorno das aulas presenciais. O comentário foi feito nesta quarta-feira (5) pelo presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Pernambuco, José Ricardo Diniz, após a gestão estadual negar uma possível data de retorno das aulas. Segundo o que foi vazado, a primeira etapa do retorno das atividades presenciais aconteceria no dia 1° de setembro com a educação básica. A segunda etapa aconteceria no dia 8 de setembro, a terceira no dia 15 do mesmo mês, e a quarta no dia 22.

As aulas presenciais nos colégios, faculdades e universidades públicas e privadas estão suspensas até o dia 15 de agosto por determinação do governador Paulo Câmara (PSB), que prorrogou o decreto 48.810 pela quarta vez. 

Antes, os donos das instituições defendiam o retorno a partir do dia 17 deste mês, mas agora não falam mais em uma data. "A data é fundamental para nós. Mas não estamos mais sugerindo a data. Nós queremos uma definição dela pelo poder público competente", disse o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Pernambuco. 

Segundo Diniz, a partir deste momento, os donos das escolas privadas defendem cronogramas diferentes para o retorno das instituições privadas e públicas. "A partir desse momento nós defendemos sim. Nós tentamos ao máximo, ao extremo, mas quando a gente percebe que há respostas bem diversas daquilo que nós entendemos e defendemos aí muda de figura. A partir desse momento nós entendemos que as autoridades têm que pensar em calendários diferentes", contou.

Em resposta aos prefeitos pernambucanos que defendem uma retomada das aulas presenciais apenas em 2021, Diniz afirmou que os donos das escolas particulares são "veementemente contrários a essa tese", e que estão preparados para a volta das atividades.
Sem data de retorno definida

O governo de Pernambuco ainda não divulgou o protocolo para reabertura das instituições de ensino e nem a data de retorno das atividades presenciais. No último dia 24 de julho, foi encerrada a consulta pública sobre o protocolo de retorno. Mais de 21 mil pessoas contribuíram com sugestões, opiniões e críticas. A consulta esteve disponível durante dez dias. O plano de retomada divulgado inicialmente conta com medidas de prevenção e proteção, distanciamento social e monitoramento e comunicação.

Durante uma reunião com prefeitos pernambucanos, o secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio, afirmou que a retomada das aulas só será viável caso os números da covid-19 continuem caindo no Estado. "A gente só vai retomar com as aulas se os números epidemiológicos continuarem evoluindo de maneira positiva. A educação tem um papel importante na sociedade, pois quanto mais tempo os alunos estão fora da escola, mais cresce a desigualdade. Estimamos um aumento da evasão escolar e será um desafio grande trazer os alunos de volta", disse o secretário.

Com informações do Jornal do Commercio

Secretário estadual de Saúde afirma que responsabilidade sobre vacina é do governo federal

O secretário estadual de Saúde, André Longo, ressaltou, nesta terça-feira (4), em entrevista coletiva transmitida virtualmente, que a responsabilidade pela chegada de uma vacina da Covid-19 é do governo federal, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. Os imunobiológicos, como vacinas e soros, do Programa de Imunizações são distribuídos pelo Ministério da Saúde aos estados, que repassam aos municípios. Nas cidades, as doses são distribuídas aos postos de saúde.

De acordo com o secretário, o governo de Pernambuco está focado na vigilância e assistência da doença. "A nossa área do Programa de Imunização do Estado está se preparando para fornecimento daquilo que é de responsabilidade estadual, que são as seringas, agulhas e a articulação com os programas de imunização dos municípios, na ponta", afirmou. Longo pontuou ainda que cabe ao estado a logística para a disponibilização da vacina, quando ela existir. "Já temos maturidade em programa de vacinação para que, tão logo tenhamos a vacina, possamos fazer a aplicação com a maior brevidade possível em todo o estado", enfatizou.

Apesar de a aquisição de vacinas ser responsabilidade do governo federal, alguns governadores têm sinalizado esforços para garantir a imunização de suas populações. O governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste, Rui Costa, por exemplo, disse, nessa segunda-feira (3), que fez contato com as embaixadas da Rússia e da China para garantir o interesse do estado e do Nordeste nas vacinas que estão sendo produzidas. O governador de São Paulo, João Doria, anunciou, no último dia 29, a arrecadação de R$ 96 milhões em doações para a construção de uma fábrica para produção exclusiva da vacina contra o novo coronavírus.

"A responsabilidade pelo Programa Nacional de Imunizações é do governo federal. É de se esperar que o governo brasileiro tome a frente desse processo de negociação internacional. Temos visto o Ministério da Saúde procurar e anunciar uma série de acordos no sentido de disponibilizar vacinas. Não estamos por dentro dessa articulação recente do Consórcio (Nordeste). Devemos ser informados dessa questão", disse André Longo.

O secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, destacou que é preciso ter muita responsabilidade científica para adotar certas medidas em saúde, como as vacinas. "Precisamos ter paciência para, no momento certo, usar a vacina no Brasil. Não temos dúvida de que a decisão estratégica de fazer do país um produtor de vacinas, como a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e o (Instituto) Butantan, colocam o Brasil em uma posição estratégica global interessante de produção de vacinas para a sua população", afirmou.

OMS - Nessa segunda-feira (3), o diretor-geral da Organização Mundial Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que uma vacina ou a cura para a Covid-19 podem não se tornar realidade. Segundo a organização, há 164 vacinas em desenvolvimento: 25 estão em fase clínica e 139 em etapa pré-clínica. "Não existe bala de prata no momento e talvez nunca exista", disse Ghebreyesus.

O diretor-geral da OMS afirmou que a maioria da população global permanece vulnerável à infecção pelo novo coronavírus mesmo em países que lidaram com surtos graves, como o Brasil. De acordo com a OMS, estudos sorológicos mostram que menos de 10% desenvolveram anticorpos contra o vírus, indicando que tiveram a doença. A prevalência pode ser maior em meio a grupos específicos, como profissionais de saúde.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Prefeitos de Pernambuco defendem retomada das aulas presenciais só em 2021

A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realizou assembleia nessa segunda-feira (3) para tratar sobre a retomada do ensino presencial no estado, com a participação do governador Paulo Câmara (PSB), do secretários estaduais André Longo (Saúde) e Fred Amâncio (Educação) e prefeitos pernambucanos. 

Na ocasião, os prefeitos demonstraram preocupação retomada e concordaram ao defender que ela não ocorra ainda neste ano. "Um ano se perde e se recupera, a vida nós não podemos perder", argumentou o prefeito de Garanhuns, Izaías Régis (PTB). 

No último dia 31 de julho, o governo de Pernambuco prorrogou pela quarta vez a suspensão das aulas presenciais em colégios, universidades e faculdades públicas do estado até 15 de agosto. Apesar da indefinição da data de retomada, já foi criado um protocolo a ser adotado pelas instituições de ensino quando ela ocorrer. O protocolo prevê regras de distanciamento social, proteção e monitoramento

O governador e os secretários apresentaram o planejamento do governo estadual para a volta às aulas. Mas fizeram também um alerta sobre a situação do novo Coronavírus (Covid-19) nas diferentes regiões do estado, o que causou preocupação dos gestores municipais sobre a volta às aulas. 

Paulo Câmara apontou a região do Sertão do Araripe como a que mais demanda cuidados atualmente, em relação aos números de casos confirmados e óbitos da doença. De acordo com dados do Instituto para a Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco (IRRD) dessa segunda (3), os 10 municípios do sertão do Araripe totalizam 1.992 casos confirmados e 59 óbitos. 

"Esperávamos que o avanço positivo ocorresse de forma uniforme em todo o Estado, mas, no Sertão do Araripe, os números não nos agradam. No entanto, nós temos investido muito na ampliação da testagem e agora estamos trabalhando para trazer ao Estado a testagem em massa", afirmou André Longo. 

Fred Amâncio ressaltou que a retomada das aulas só será viável caso os números da covid-19 em Pernambuco permaneçam caindo, e que será a ampliar o transporte escolar. Ele apontou, porém, os prejuízos a longo prazo para as crianças e adolescentes privados das aulas presenciais, como a perda de conteúdo e a evasão escolar. 

"A gente só vai retomar com as aulas se os números epidemiológicos continuarem evoluindo de maneira positiva. A educação tem um papel importante na sociedade, pois quanto mais tempo os alunos estão fora da escola, mais cresce a desigualdade. Estimamos um aumento da evasão escolar e será um desafio grande trazer os alunos de volta", disse o secretário. 

O prefeito de Carpina, Manoel Botafogo (PDT) citou um levantamento que prevê que "80% dos pais não levarão as crianças para as escolas". Já a prefeita de São Bento do Una, Débora Almeida (PSB) mostrou apreensão sobre a queda de arrecadação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). "O que estamos recebendo só dá para pagar a folha de pagamento, tivemos uma queda aqui em São Bento de R$ 2,5 milhões", relata a prefeita. 

"A reunião foi muito válida. Tudo que ouvi dos prefeitos foi muito importante para construirmos uma agenda única", disse Paulo Câmara. 

O presidente da Amupe e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB) informou que deve haver outras assembleias futuramente sobre este mesmo tema. "Consideramos que essa primeira etapa é de escuta. Cada prefeito traz a preocupação da sua cidade, da sua região. É um assunto complexo que requer cuidado. A decisão desses pontos precisam ter um arranjo que envolve a todos", afirmou Patriota.

Com informações do Portal NE10