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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Mudanças no ninho em Pernambuco - Armando vira tucano e Raquel assume presidência


O PSDB nacional já bateu o martelo: o ex-senador Armando Monteiro, que deixou o PTB depois de uma longa militância, ingressa no partido em fevereiro. Também acertou que a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, assume a presidência do diretório estadual tucano em substituição a deputada Alexandra Vieira. 

Quadro mais expressivo do partido no Estado, Raquel passa a ter maior visibilidade com vistas ao provável projeto de disputar o Governo do Estado em 2022, se vier de fato a mostrar disposição para o embate.

Já Armando, nome de projeção nacional, entra no PSDB com a missão ampliar o partido no Nordeste, ao mesmo tempo que fará uma dobradinha com Raquel para atrair filiação do maior número possível de novas lideranças no Estado, entre deputados, prefeitos, ex-prefeitos e vereadores, além de lideranças empresariais com inserção na política.

Presidente nacional da legenda, o pernambucano Bruno Araújo está animado com a nova fase que o partido passará a viver logo após o carnaval. A posse de Raquel e a filiação de Armando contarão com a presença de Bruno e do governador de São Paulo, João Dória, pré-candidato tucano ao Planalto.

Com informações do Blog do Magno

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

De olho em 22 - Armando Monteiro realiza encontro com lideranças


O ex-senador de Pernambuco, Armando Monteiro Neto, deu início hoje a uma série de importantes reuniões com diversos aliados políticos. A intenção é conversar com os novos e os históricos companheiros de lutas por Pernambuco, discutir o ano de 2020 e as perspectivas de futuro, os desafios para 2021 e sobretudo planejar o ano eleitoral de 2022.


Os encontros acontecerão em pequenos grupos para que possa ser respeitado o distanciamento social e as normas sanitárias vigentes. Os primeiros, hoje, aconteceram após Monteiro solicitar desfiliação ao PTB e um longo período de tratamento da Covid-19, após reinfecção pelo novo coronavírus.

O ex-senador deixou claro aos companheiros que “continuará no campo da oposição em Pernambuco, construindo uma alternativa para o Estado, considerando as contribuições dos projeto dos companheiros do grupo político que ele vem atuando”.

Neste primeiro dia de reuniões, estiveram presentes o deputado estadual Romero Filho, a prefeita reeleita do Ipojuca, Célia Sales e o secretário de governo de Ipojuca, Romero Sales; o prefeito de Tuparetama, Sávio Torres, o Prefeito de Moreno, Vavá Rufino, o prefeito eleito de Petrolândia, Fabiano Marques.

Também participaram, o ex-senador Douglas Cintra, os ex-deputados estaduais José Humberto e Ramos, o ex-prefeito de Nazaré da Mata, Nado Coutinho e representantes da Prefeita eleita de Catende, Dona Graça, e do vice-prefeito de Vitória de Santo Antão, Edmo Neves, Eduardo Cajueiro, futuro Secretário de Desenvolvimento do Cabo de Santo Agostinho e os vereadores Jorge Junior (Jaboatão dos Guararapes) e Professor Marcelo (Olinda).

Outras reuniões como as de hoje estão previstas para acontecer em janeiro, a intenção inicial é a de ouvir os prefeitos e vice-prefeitos eleitos, suas necessidades e preocupações para iniciar ou reiniciar seus mandatos diante dos desafios que 2021 trará.

CONVITES PARA FILIAÇÃO – Armando Monteiro segue sem filiação partidária. O ex-senador já recebeu convite para integrar diversos partidos, mas disse que ainda não tomou a decisão. “Essas reuniões com os nossos aliados políticos vão ser muito importantes para esta tomada de decisão, não é uma resolução que tomarei sozinho” explicou Monteiro ao destacar que o partido que integrará precisa estar no campo da oposição em Pernambuco, ter compromisso com as chapas proporcionais que estão sendo montadas para 2022 e não ter alinhamento com as ideias bolsonaristas. No dia 23 de novembro o ex-senador pediu desfiliação ao PTB, após 17 anos.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Em Caruaru - Raquel Lyra confirma apoio do PTB

Raquel Lyra (PSDB) confirmou o apoio do PTB. Ela esteve com os ex-senadores Armando Monteiro Neto e Douglas Cintra, confirmando mais esta legenda na ampla frente de partidos da sua pré-candidatura à reeleição em Caruaru.

domingo, 24 de maio de 2020

Armando Monteiro concede entrevista, confirma rompimento com grupo Taboquinha e aliança com Edson e Dida de Nan

O ex-senador pernambucano Armando Monteiro Neto participou da edição deste sábado do programa ‘A Hora do Povo’, que vai ao ar todos os sábados nas rádios, Vale FM e Pará FM. Na entrevista Armando falou da situação do PTB em Santa Cruz do Capibaribe, frisou o seu distanciamento político do grupo Taboquinha e afirmou que seguirá com o grupo liderado pelo prefeito Edson Vieira, que tem Dida de Nan como pré-candidato a prefeito. 

Confira a entrevista abaixo:


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Vai à Câmara parecer de Armando a projeto que inibe cartéis

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou hoje (terça, 11), na última sessão do ano, parecer do senador Armando Monteiro (PTB-PE) a projeto de lei que desestimula a prática de cartel (combinação de preço e domínio de mercado por um grupo de empresas). Como foi votado em caráter terminativo, o projeto irá direto ao exame da Câmara dos Deputados.

“A cartelização é prejudicial aos pequenos e médios produtores, que compram insumos mais caros de oligopólios, e aos consumidores, onerados com preços mais elevados dos produtos finais”, ressaltou Armando em seu relatório, elogiado, entre outros senadores, por Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente da CAE, Simone Tebet (MDB-MS) e José Serra (PSDB-SP).

“O senador Armando Monteiro não só defende com competência os interesses de Pernambuco como se envolve diretamente em todas as grandes questões nacionais”, pontuou Serra.

Segundo Armando, apesar de avanços na legislação sobre a concorrência, “o Brasil ainda se ressente de um ambiente concorrencial mais saudável, porque temos na base da nossa estrutura econômica grupos oligopolizados que podem criar cartéis, deformando e negando o sentido de um sistema capitalista moderno e a função social da livre iniciativa”.

Reparação- O projeto de lei, alterado por ele em vários pontos, estimula as ações de reparação de danos causados pela  cartelização. Dobra, na Justiça,  por exemplo, a indenização do prejuízo causado à vítima do cartel e eleva de três para cinco anos, a partir da comprovação do ilícito pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a prescrição para ajuizar ações pelos  prejuízos. Entre outras mudanças, o parecer desobriga o autor da ação de provar ter havido repasse do sobrepreço cobrado pelo cartel.

O senador petebista estabeleceu, também, que as empresas cartelizadas que fizerem acordo de leniência no CADE – o equivalente à delação premiada das pessoas físicas – serão obrigadas a aceitar a arbitragem para reparação dos danos se a vítima optar por esse meio de resolução de conflitos, bem mais rápido do que na Justiça.

O projeto de lei relatado por ele modifica a Lei de Defesa da Concorrência, de 2011. “O projeto torna arriscada e onerosa a formação de cartéis. Ao incentivar as ações para reparação de danos, contribui para desestimulá-los”, concluiu Armando Monteiro.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Comissão aprova relatório de Armando para reduzir os juros

A proibição do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a que um grupo financeiro detenha, ao mesmo tempo, a bandeira e a emissão e seja também credenciadora dos cartões de crédito e débito é uma das propostas de relatório do senador Armando Monteiro (PTB-PE) para redução dos juros aprovado ontem (terça, 4) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

“Proibir essa verticalização, como já ocorre nos Estados Unidos, Chile, Israel, Argentina, Austrália e União Europeia, é uma medida mais efetiva para coibir condutas anticompetitivas no sistema financeiro do que o atual padrão do CADE de punições por meio de multas”, assinala Armando.

Seu relatório, de 48 páginas, resultado de amplos debates na CAE ocorridos desde março último, que incluíram duas audiências públicas, lista projetos em tramitação no Congresso que barateiam e democratizam o crédito e sugestões de medidas ao Banco Central e ao CADE nesta direção.

“É uma das maiores contribuições do Legislativo para diminuição dos custos da intermediação financeira e consequente melhoraria do ambiente de negócios do país”, definiu o presidente da CAE, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Concordaram com Tasso os senadores Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e Rose de Freitas (MDB-ES), unânimes em elogiar na CAE o que classificaram de “propostas consistentes”..

Maior concorrência - Armando propõe como uma das medidas para diminuir os custos do crédito eliminar a exigência de decreto presidencial para bancos estrangeiros operarem no país, de forma a aumentar a concorrência.

Sugere que o Banco Central apresse a criação no país do chamado open banking, existente na União Europeia, um sistema de compartilhamento de informações bancárias que confere ao consumidor, e não aos bancos, o poder de decidir com quais instituições seus dados financeiros serão compartilhados.

O senador petebista defende também a aprovação rápida da Câmara dos Deputados ao Cadastro Positivo, já votado no Senado, que institui a listagem dos bons pagadores, e da nova Lei de Falências, que fortalece as garantias dos credores.

Seu relatório, intitulado “Novos Caminhos para Redução dos Spreads Bancários” (diferença entre as taxas de captação dos bancos e o juro final cobrado do tomador), sugere ainda o estímulo à ampliação das fintechs, empresas que oferecem serviços financeiros por meio digital e ajudam a desconcentrá-los. Segundo Armando, o número delas cresceu 648% nos últimos três anos no país, passando de 54 para 404 empresas.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

ANTT admite que concessão da Transnordestina pode ser revogada em 2019

A concessão da Ferrovia Transnordestina, executada pela Transnordestina Logística SA (TLSA), pertencente à CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), poderá ser revogada no primeiro semestre do próximo ano se houver novos atrasos, devidamente não justificados, no cronograma da obra, prevista inicialmente  para ser entregue há oito anos.

O anúncio foi feito hoje (terça,4) pela coordenadora de Análise de Projetos e Investimentos Ferroviários da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Lorena Duarte, em audiência pública na Comissão de Infraestrutura presidida pelo senador Armando Monteiro (PTB-PE).

Revelou ela que o processo administrativo instaurado pela ANTT sobre os atrasos na Transnordestina, que já constatou ter havido retardamento em outubro último, fará nova inspeção em janeiro. Se comprovar mais atrasos, avaliará a possibilidade de revogar a concessão, processo que se estenderá por todo o primeiro semestre, pois a TLSA terá direito de se justificar.

Frustação constante- Armando, autor do requerimento da audiência pública para debater a recente reformulação do projeto da Transnordestina, e o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) anunciaram que irão acompanhar de perto o processo da ANTT e cobrar da agência uma decisão. “Não é possível continuarmos neste exercício de frustração constante”, assinalou o senador petebista, referindo-se aos sucessivos adiamentos da obra.

Enfatizou ser inaceitável que a reformulação do projeto tenha dado prioridade à conclusão do trecho até o porto de Pecém, no Ceará, previsto para ser concluído em janeiro de 2022, enquanto a estimativa para a finalização do trecho até o porto de Suape tenha sido postergada para 2027. “Trata-se de uma obra estruturante, de integração do Nordeste, que não pode se transformar em vantagem competitiva de um estado, o Ceará, sobre outro estado,  o nosso Pernambuco”, enfatizou.

O diretor-presidente da TLSA, Jorge Luiz de Melo, disse que a prioridade dada a Pecém em detrimento de Suape se deveu ao projeto da mina de ferro da empresa Bemisa, em Paulistana, no Piauí, prevista para operar em dois anos, enquanto Suape, segundo ele, apresenta maiores “riscos de implantação”.

Com 1.753 quilômetros de extensão, atravessando 81 municípios, de Eliseu Martins, no Piauí, aos portos de Pecém e Suape, a Transnordestina está em construção há 10 anos, já tendo consumido R$ 6,3 bilhões para atingir apenas 52% da obra.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Armando diz que Paulo pratica “estelionato eleitoral” ao descumprir promessa do 13º do Bolsa Família

A oposição em Pernambuco, liderada pelo senador Armando Monteiro (PTB-PE), está vigilante às promessas de campanha não cumpridas pelo governo Paulo Câmara. Em entrevista nesta sexta-feira (23), Armando lamentou que a gestão esteja colocando dificuldades para que os beneficiários do Bolsa Família recebam o 13º, como foi prometido durante a campanha eleitoral dois meses atrás.

“Não nos surpreende essa atitude do governo Paulo Câmara. Em Pernambuco, mais do que nunca, deve ter oposição fiscalizadora, e estamos atuando, pois a atual gestão, desde 2014, vem se revelando um governo de estelionato eleitoral. Não se cumprem as promessas de campanha. E com as eleições de 2018 não foi diferente”, disse Armando Monteiro. Ele lembra que em 2014 o governador prometeu, por exemplo, a construção de novos hospitais e dobrar o salário dos professores, mas não cumpriu.

Agora, o governo cria dificuldades para não pagar o 13º, impondo condições aos beneficiários do Bolsa Família, que só receberão o novo benefício se consumirem pelo menos R$250 mensais de produtos da cesta básica. A proposta é parte de um pacotaço de projetos (PL2093) enviado para a Assembleia Legislativa no início da semana e que deverá ir a votação nos próximos dias. Cada família precisa registrar notas fiscais no valor de cerca 3 mil reais por anos para receber R$ 150 ao fim desse período. Os produtos que permitem o reembolso incluem alimentos como feijão, açúcar, carne, ovos, manteiga e açúcar, além de papel higiênico, sabão e outros.

Armando ainda lembra que outros projetos visando ao aumento de impostos foram enviados para Alepe, como o PL nº 2097/2018, que determina o aumento de 2% do ICMS sobre o etanol utilizado como combustível. “O setor empresarial deverá ter uma voz mais firme nesta hora”, defendeu.

Corrupção – A extinção da Delegacia de Polícia de Crimes contra a Administração Pública da Capital (Decasp), na opinião do senador Armando Monteiro, continua sendo algo muito estranho: ”A Decasp tinha inquéritos contra figuras envolvidas no governo e do sistema dominante em Pernambuco. É lamentável que esta extinção tenha tido a chancela da Alepe de forma apressada”.

De acordo com ele, se era uma questão organizacional, o mais prudente seria deixar à frente dos inquéritos a atual delegada Patrícia Domingos. O caso está tendo repercussão nacional. “É lamentável que Pernambuco esteja sendo visto no cenário nacional metido num episódio bizarro como esse. Espero que a bancada de oposição faça valer a sua voz protestando, se articulando com a sociedade e cobrando de outros setores uma posição do governo”, ressalta.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Armando defende pressão sobre novo governo para concluir Transnordestina

Com a paralisação da Ferrovia Transnordestina, obra estruturadora que se arrasta há mais de 10 anos, o senador Armando Monteiro disse em entrevista, nesta quarta-feira (21), que é preciso avaliar a possibilidade de rescisão do contrato com a Transnordestina Logística (TLSA), empresa concessionária e responsável pela construção, por sua incapacidade de concluí-la. 

Armando conseguiu aprovar no Senado, nesta semana, a realização de uma audiência pública com participação da TLSA, de representantes dos ministérios dos Transportes, da Integração Nacional e Planejamento, além do Tribunal de Contas da União, para discutir o caso e apresentar sugestões de solução. A audiência pública ainda será marcada pela mesa diretora do Senado. 

“Há relatório do próprio Tribunal apontando as deficiências. Não podemos descartar a rescisão do contrato de concessão, por incapacidade, ou substituir a empresa, inclusive por investidores estrangeiros interessados em dar continuidade. E ainda, temos que considerar que o Governo Federal, por meio da Valec, assuma a obra, uma vez que onde o agente privado não é capaz de resolver, o setor público deve intervir visando o melhor para a população”, defende Armando. 

O parlamentar ainda frisou que a empresa é a incapaz de cumprir cronogramas e ao longo do tempo não assumiu os riscos inerentes ao processo de uma obra com a magnitude da Transnordestina – fundamental para o escoamento de mercadorias na região Nordeste. A concessionária não conseguiu concluir a obra, apesar dos recursos assegurados pelo setor público por meio do Orçamento Geral da União, BNDES e fundos de investimento e de desenvolvimento do Nordeste.

A Transnordestina consumiu R$ 6,3 bilhões de investimento para realização de 52% de suas obras, até o momento; e a TLSA estima necessitar de outros R$ 6,7 bi para a sua conclusão, além de novo prazo até 2027. “Os benefícios nem de longe estão apropriados para o seu fim. O trecho que liga até o porto de Suape, em Pernambuco, está parado há muito tempo. A obra precisa ser retomada para o crescimento do Nordeste. E a viabilidade e competitividade da região vai depender dos custos logísticos e do modal ferroviário. A bancada de Pernambuco e a classe política do Nordeste têm que se mobilizar agora para exigir do novo governo a conclusão dessa obra que é fundamental e vital para a economia da região”, concluiu o senador.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Aprovado parecer de Armando obrigando loja a aceitar cheque se não houver aviso

Se não houver aviso expresso e ostensivo de que recusam cheques, os estabelecimentos comerciais estarão obrigados a aceitá-los, sob pena de serem multados ou até interditados. A determinação é de parecer do senador Armando Monteiro (PTB-PE) a projeto de lei aprovado hoje (terça-feira, 13) pela Comissão de Assuntos Econômicos.

Seu parecer cita somente dois casos nos quais o cheque pode ser recusado: se o cliente não for o emitente e se tiver negativado em serviço de proteção ao crédito. “Evitaremos a discriminação do consumidor e a imposição de constrangimentos pela recusa não justificada de um meio de pagamento prático e de uso rotineiro”, justifica o senador petebista. 

Armando Monteiro ressalta que paralelamente ao tratamento igualitário a quem quer usar o cheque para pagamento, o projeto de lei também protege o estabelecimento comercial ao permitir duas razões para a recusa. “As normas são proporcionais na aceitação e recusa de cheques. Ficam resguardados, assim, os interesses tanto de consumidores quando dos comerciantes”, pontua. 

O projeto de lei do qual foi relator, oriundo da Câmara dos Deputados, vai ao exame da Comissão de Transparência e Fiscalização e, posteriormente, ao plenário do Senado. Se não for alterado, seguirá direto à sanção do presidente da República.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Extinguir o Ministério do Trabalho é um equívoco, afirma Armando

A extinção do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), proposta pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, é um “equívoco”, na avaliação do senador Armando Monteiro (PTB). Para o petebista, a medida contraria práticas comuns no mundo inteiro, mesmo em países mais liberais, como os Estados Unidos, onde há um ministério responsável pelo setor trabalhista.

Armando afirmou que é necessário o governo estabelecer uma interlocução com os setores que formam o universo do trabalho no Brasil. “É um equívoco [extinguir o ministério]. Quero também me associar àquelas vozes que têm se levantado para justificar ou exigir que o mundo do trabalho possa ter, na esfera governamental, uma estrutura adequada para que essa interlocução com o setor sindical, empresas e trabalhadores possa existir. É necessário que o governo perceba a necessidade desta pasta”, acrescentou.

“O Ministério do Trabalho cumpre uma função muito importante inclusive de fiscalização. O Brasil ainda convive com práticas que não se coadunam com os direitos das partes. Então, é fundamental que essa estrutura exista, que o MTE possa exercer essa fiscalização”, disse em entrevista à Rádio Marano FM, de Garanhuns.

O senador aponta que seria mais indicado aperfeiçoar os controles e realizar uma reestruturação no MTE. “O ministério é responsável pela gestão do Fundo de Garantia, promove estudos sobre a questão do emprego no Brasil, é uma fonte de dados para que se possa avaliar o mercado de trabalho brasileiro, é muito importante. Portanto, eu acho que não faz sentido extinguir o ministério. É evidente que se algumas coisas ocorreram, e nós sabemos que ocorreram, nessa estrutura, cabe aperfeiçoar os controles, promover uma reestruturação, mas não extinguir o ministério”, explicou.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Extinção de delegacia pode levar oposição a federalizar casos de corrupção em Pernambuco

O senador Armando Monteiro (PTB) afirmou, nesta quarta-feira (7), que a extinção da Delegacia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp), conhecida pelo combate à corrupção no Estado, é “muito estranha” e que a tramitação do projeto de lei, na Assembleia Legislativa, em regime de urgência, “não ouviu a população pernambucana” e gerou discordâncias entre setores da Polícia Civil do Estado, da sociedade e especialistas, que veem a medida como um retrocesso. Além de extinguir a Decasp, o projeto aprovado em poucas sessões pelo governo de Pernambuco, exclui também a Delegacia de Crimes contra a Propriedade Imaterial (Deprim).

"Eu considero algo muito estranho, que logo após as eleições, depois que algumas investigações e alguns inquéritos estão em curso e alcançaram figuras até ligadas a esse sistema dominante em Pernambuco, ao sistema de poder em Pernambuco", afirmou, em entrevista à Rádio Jornal Caruaru.

“Passa a eleição e imediatamente se apresenta uma proposta de reestruturação, sem discussão, atropelada, que até hoje não foi bem explicada à população. Ninguém consegue entender o porquê dessa pressa, por que, de repente, você teve que fazer uma reestruturação dessa. Eu considero no mínimo estranho que essa coisa tem sido feita dessa forma, no apagar das luzes do ano legislativo, sem uma discussão maior com alguns setores e sobretudo levando em conta que essa delegacia é uma delegacia que apura exatamente os crimes contra a gestão”, acrescenta Armando.

O senador pernambucano defendeu ainda que a delegada titular da Decasp, Patrícia Domingues, deveria ser mantida a frente dos inquéritos que estão abertos. “Nós gostaríamos que o governo pudesse explicar esse projeto, mas é fundamental que a delegada titular, que vinha desenvolvendo um trabalho extraordinário, permaneça à frente dos inquéritos abertos. Cabe agora indagar se ela vai continuar à frente dos trabalhos ou se com esta reestruturação ela será afastada das investigações. Essa é uma pergunta que nós gostaríamos que o governo pudesse responder, porque é fundamental que essa delegada continue vinculada a estes inquéritos e a essas investigações, porque, do contrário, ficará a ideia de que tudo isso se fez para afastar a titular da antiga Decasp, com um trabalho extraordinário, reconhecido por todos, que realizou mais de 15 operações, prendendo empresários e políticos. Essa pergunta é algo fundamental”.

Para Armando, caso exista alguma suspeita sobre as mudanças e a tramitação dos inquéritos abertos, poderá haver federalização dos casos de corrupção em Pernambuco. “Embora tendo muito apreço à Polícia Civil de Pernambuco, reconhecendo que ela tem quadros muito qualificados, se ficar amanhã claro que essa delegada foi afastada das investigações, nós vamos ter que avaliar se não seria o caso de federalizar, de colocar a própria Polícia Federal para concluir essas investigações, porque fica a ideia de que o Governo do Estado possa não ter a isenção necessária para conduzir de alguma forma esse processo”, argumentou.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

CCJ aprova parecer de Armando regulamentando a duplicata eletrônica

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou hoje (quarta-feira, 10) parecer do senador Armando Monteiro (PTB-PE) regulamentando a duplicata eletrônica - título emitido em operações comerciais que representa crédito de uma empresa pela venda de mercadorias ou serviços, muito usado como garantia na obtenção de empréstimos. A medida modernizará e dará maior segurança ao uso da duplicata, destacou Armando.

O parecer do senador petebista, que será votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e irá depois ao plenário, destaca que “segurança e agilidade nas transações com esse título virtual são elementos fundamentais na maior oferta e redução do custo de crédito, principalmente para as pequenas e médias empresas”.

Outra vantagem mencionada por Armando Monteiro da duplicata eletrônica, cuja criação não extingue a duplicata de papel, que poderá continuar a ser usada normalmente nas localidades menos desenvolvidas e com menor uso da informática, evitará a emissão das duplicatas “frias”. São títulos falsos que muitas vezes são levados a protesto sem o conhecimento do suposto devedor.

Oriundo da Câmara dos Deputados, o projeto de lei do qual o senador petebista foi relator permite o registro eletrônico de todos os endossos, avais e ônus relacionados a cada título e elimina a necessidade de se manter o Livro de Registro das Duplicatas, diminuindo-se, assim, o tempo gasto com registro e protesto de títulos.

Segundo Armando Monteiro, o sistema eletrônico permitirá também ampliar no país a participação do desconto de duplicatas como forma de obtenção de crédito, de 3,7% para 5,3% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 9% do PIB, em média, na Alemanha, França, Inglaterra e Itália. “Há um potencial de empréstimos pelo desconto de duplicatas da ordem de R$ 347 bilhões”, concluiu.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

"Quem decide é o povo de Pernambuco", diz Armando em caminhada no Curado

Faltando dois dias para a eleição, o candidato ao governo pela coligação Pernambuco Vai Mudar, Armando Monteiro (PTB), caminhou pelas ruas do Curado II, na manhã desta sexta (5). Acompanhado pelo candidato a vice Fred Ferreira (PSC), Armando circulou pelo comércio do bairro do município de Jaboatão dos Guararapes, cumprimentando moradores, comerciantes, comerciários e mototaxistas. "O PSB com sua campanha de mentiras e jogo sujo quer decidir a eleição antes do tempo. Mas quem decide é o povo de Pernambuco", afirmou o candidato.

A caminhada teve início às 9h30, na Rua Pedro de Souza. Enquanto seguia pelo comércio, Armando recebeu palavras de incentivo para o 7 de outubro, conversou e tirou fotos com os moradores. "Eu mesmo sempre votei nele. Sou funcionário da Prefeitura do Recife e estou com Armando", disse Artaxerxes Salustiano da Silva, logo no começo do cortejo.

"Nós estamos confiantes de que o povo de Pernambuco vai saber escolher entre um projeto de mudança, que oferece a volta do crescimento, e um governo que mente, promete e não cumpre", destacou Armando ao final da caminhada, na Avenida Dolores Duran.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Pesquisas: IBOPE mostra Paulo 12 pontos a frente de Armando. Datafolha aponta Bolsonaro disparado em primeiro lugar em disputa presidencial

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (2) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto para o governo de Pernambuco:
  • Paulo Câmara (PSB): 39%
  • Armando Monteiro (PTB): 27%
  • Julio Lossio (Rede): 3%
  • Maurício Rands (PROS): 3%
  • Dani Portela (PSOL): 2%
  • Ana Patrícia Alves (PCO): 1%
  • Simone Fontana (PSTU): 1%
  • Brancos/nulos: 15%
  • Não sabe/não respondeu: 8%
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo "Jornal do Commercio".

A candidata Ana Patrícia Alves anunciou, nesta terça-feira (2), que retirou a candidatura ao governo de Pernambuco.

Sobre a pesquisa desta terça-feira:

  • Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Quem foi ouvido: 1.512 eleitores
  • Quando a pesquisa foi feita: de 29 setembro a 1º de outubro
  • Registro no TRE: PE-04128/2018
  • Registro no TSE: BR‐09633/2018
  • O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro.

Pesquisa nacional – Já o Datafolha divulgou nesta terça-feira (2) a mais nova pesquisa de intenção de voto para presidente. O levantamento foi contratado pelo jornal “Folha de S. Paulo”. O nível de confiança da pesquisa é de 95% - o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

Vamos aos números:
  • Jair Bolsonaro (PSL): 32%
  • Fernando Haddad (PT): 21%
  • Ciro Gomes (PDT): 11%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
  • Marina Silva (Rede): 4%
  • João Amoêdo (Novo): 3%
  • Henrique Meirelles (MDB): 2%
  • Alvaro Dias (Podemos): 2%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 2%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 0%
  • João Goulart Filho (PPL): 0%
  • Eymael (DC): 0%
  • Vera Lúcia (PSTU): 0%
  • Branco/nulos: 8%
  • Não sabe/não respondeu: 5%

Sobre a pesquisa
  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 3.240 eleitores em 225 municípios
  • Quando a pesquisa foi feita: 2 de outubro
  • Registro no TSE: BR-03147/2018
  • Nível de confiança: 95%
  • Contratantes da pesquisa: "Folha de S.Paulo"

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Mais uma pesquisa Ibope: Paulo lidera com 35%, Armando tem 27%

Em novo levantamento realizado pelo Ibope, nesta quinta-feira (27), o governador e candidato à reeleição, Paulo Câmara (PSB), continua liderando a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, com 35% das intenções de voto. Em seguida, com 27%, aparece o senador Armando Monteiro (PTB); o candidato da Rede Sustentabilidade, Julio Lossio, pontua 3%; já o candidato Maurício Rands (Pros), tem 2%; Ana Patrícia Alves (PCO), Simone Fontana (PSTU), Dani Portela (PSol), todos com apenas 1%. O número de brancos e nulos chega aos 23%; além dos indecisos, representados pelos que não sabem ou não responderam, que atingem 7%.

A diferença entre os dois primeiros candidatos oscilaram para mais dois pontos, mas a diferença entre ambos permanece de oito pontos. Foram ouvidos 1.512 eleitores, entre os dias 24 e 25 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos.

E o nível de confiabilidade utilizado na pesquisa é de 95%, ou seja, há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro 0% significa que o candidato não atingiu 1% das intenções de voto. A pesquisa foi resgitrada no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco sob o número: PE-07101/2018; e no Tribunal Superior Eleitoral sob o registro: BR‐06913/2018.

Confira:

  • Paulo Câmara (PSB) - 35%
  • Armando Monteiro (PTB) - 27%
  • Julio Lossio (Rede) - 3%
  • Maurício Rands (Pros) - 2%
  • Ana Patrícia Alves (PCO) - 1%
  • Dani Portela (PSol) - 1%
  • Brancos e nulos - 23%
  • Não sabe ou não respondeu - 7%

Rejeição - No índice de rejeição, no qual o eleitor diz em quem não votaria de jeito nenhum, o governador Paulo Câmara também lidera, com 32%; o senador Armando Monteiro (PTB), com 29%; já as candidatas Ana Patrícia Alves (PCO) e Simone Fontana somam 22%; e o candidato Maurício Rands (Pros) tem 21%. 4% dos eleitores afirmaram que votariam em todos os candidatos; outros 15% não souberam ou não responderam.

Confira:

  • Paulo Câmara (PSB) - 32%
  • Armando Monteiro (PTB) - 29%
  • Julio Lossio (Rede) - 25%
  • Ana Patrícia Alves (PCO) - 22%
  • Dani Portela (PSol) - 22%
  • Maurício Rands (Pros) - 21%
  • Votariam em todos - 4%
  • Não sabe ou não respondeu - 15%

2º Turno - Numa simulação para um possível segundo turno Paulo Câmara aparece com 43% contra 34% de Armando Monteiro. Eleitores que votam branco/nulo chegam a 18%; além dos 6% que não sabem.

Com informações da Folha de Pernambuco

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Em encontro com mulheres, Armando defende humanização do atendimento nas delegacias

Uma grande corrente feminina abraçou, nesta terça-feira (25), o candidato a governador pela Coligação Pernambuco Vai Mudar, Armando Monteiro (PTB). O Encontro com as Mulheres para Mudar ocorreu no Espaço 14, comitê central da coligação, localizado em Boa Viagem. Armando estava acompanhado da esposa, Mônica Guimarães, e da mãe, Maria Do Carmo.

O evento, que contou com a presença de mulheres de vários setores e regiões do Estado, marca o compromisso de Armando em fazer um governo firme e com ações que protejam a mulher de Pernambuco. “A violência contra a mulher é algo inaceitável. As delegacias normais não estão estruturadas para atender à mulher. Eu sonho com um estado em que toda delegacia possa atender às vítimas da violência, com atendimento feito por pessoas capazes e humanizadas”, afirmou. O petebista disse que irá se empenhar para melhorar o atendimento a mulheres nas delegacias de todo o estado.

Armando reforçou, ainda, o compromisso de ampliar as ações do Mãe Coruja. “Este governo que está aí reduziu os recursos de um programa muito importante para as mulheres. Eu vou fortalecer o Mãe Coruja para que as mulheres tenham assistência e acompanhamento durante a gestação. Nos constrange muito saber que as mulheres não sabem onde vão dar a luz, ficam rodando muitas vezes sem saber aonde fazer o parto”, afirmou.

Durante o encontro, o candidato recebeu um documento escrito por mulheres com as demandas para melhorar a vida das pernambucanas. Estiveram presentes as candidatas ao legislativo Socorro Pimentel, Terezinha Nunes, Priscila Krause e Andréa Mendonça, além da suplente de senador Betinha Nascimento e do candidato a vice-governador Fred Ferreira, que esteve com a esposa Alessandra Ferreira.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Em reta final de campanha, candidatos partem para o ataque

Há duas semanas da eleição, os candidatos ao Governo de Pernambuco voltaram a se encarar num debate, nesta terça-feira (25), em uma emissora local. Estiveram presentes Paulo Câmara (PSB), Armando Monteiro (PTB), Dani Portela (PSol) e Maurício Rands (Pros). E diante da disputa acirrada nas últimas pesquisas e da proximidade do pleito, o encontro foi marcado por acusações e até por pedido de direito de resposta. 

O governador e candidato à reeleição, Paulo Câmara, foi o primeiro a se pronunciar, quando foi dado aos postulantes um minuto para dizerem porque desejam governar Pernambuco. Paulo procurou ser propositivo nas declarações iniciais. "Quero continuar a governar o Estado para manter as nossas conquistas. Pernambuco hoje tem a melhor educação pública do Brasil. Temos muito o que fazer ainda, mas tenho certeza que nossa experiência no serviço público e da nossa capacidade de fazer mais e criar time, de juntar e trabalhar em benefício do povo de Pernambuco vai continuar", disse.

Em seguida, Armando apresentou logo de cara o tom que adotaria ao longo do debate: sempre incisivo nas críticas ao governador."O atual governo de Pernambuco sofreu um grave retrocesso. 16.400 pernambucamos foram assassinados. 20 mil aguardam nas filas para fazer uma cirurgia. Centenas de obras paradas. 700 mil pernambucanos desempregados. A população de Pernambuco foi vítima do atual governo e eu fui vítima, na semana passada, de um conjunto de agressões covardes e grosseiras a partir de acusações caluniosas que, inclusive, foram dirigidas à minha família", reclamou.

Depois, Dani Portela (PSol) se posicionou contra o conservadorismo, adotando um discurso de adesão às lutas populares. "Estou candidata pela primeira vez porque, assim como você, estou cansada da velha política em Pernambuco, das velhas oligarquias e das mesmas práticas de incoerência de palanques e alianças feitas simplesmente pelo voto. A nossa aliança é nas lutas com o povo contra essa onda de retrocesso.

Por fim, Maurício Rands (Pros) apresentou duas obras que pretende fazer se for eleito: a duplicação da BR-232 no trecho de São Caetano a Petrolina e a construção de uma ferrovia entre Goiana e Suape, para transporte de cargas e passageiros. "Quero ser o governador do emprego, do desenvolvimento com sustentabilidade e inclusão social. Vou trazer um novo modelo de gestão para Pernambuco", prometeu.

Ao longo do debate o que se viu foi o embate particular entre Paulo e Armando, que brigam pela liderança dos votos, além de críticas ao Governo feitas por todos os concorrentes do socialista.

Direito de Resposta - Durante o debate, a campanha de Paulo Câmara solicitou e obteve direito de responder a uma acusação do senador Armando Monteiro de que ele teria "apadrinhados políticos" entre os cargos comissionados do governo que eram considerados "funcionários fantasmas". Paulo desmentiu a informação e destacou a importância dos cargos comissionados em qualquer gestão pública.

Polo de confecções - A primeira pergunta entre os candidatos foi feita por Maurício Rands a Paulo Câmara, a respeito do aumento de tributos estaduais no setor de confecção. O governador respondeu que, pelo contrário, simplificou a carga tributária e combateu a informalidade, ações que foram feitas, segundo ele, dialogando com a cadeia produtiva. Ele citou, ainda, os investimentos em capacitação. Na tréplica, Rands criticou a "lógica fazendária e burocrática do governo", conceito que adotou sempre que se referia ao Governo.

Reforma trabalhista - Ponto alto na polarização entre os dois candidatos mais bem pontuados nas pesquisas, a reforma trabalhista foi trazida à tona em vários momentos. Paulo direcionou sua pergunta ao senador Armando Monteiro, questionando o candidato sobre o motivo dele ter votado a favor da reforma. O tema gerou um grande embate e troca de acusações entre os dois. Confira, na matéria.

Saúde - Armando perguntou a Dani sobre a situação da saúde pública de Pernambuco, criticando as promessas não cumpridas pelo governador. Dani Portela lembrou que a saúde no Estado tem uma das piores avaliações. "A gente investe muito pouco em atenção básica, em detrimento aos atendimentos de média e alta complexidade", criticou. 

Dani também disse que tratará o saneamento como questão de saúde pública e cobrou auditoria nas OSs e acessibilidade de pessoas com deficiência nos hospitais. Ela lembrou, ainda, da PEC do Teto dos Gastos que congelou investimentos em Saúde por 20 anos, aconselhando o eleitor a saber quem foram os candidatos que ajudaram a aprovar a medida.

PPP da Compesa - Dani perguntou a Rands sobre a PPP da Compesa e como ele pretende atuar no saneamento básico. "Saneamento básico é saúde. Saneamento é direito e o problema envolve a necessidade de muitos recursos. Se esperarmos os recursos do Estado, o saneamento só poderia ser feito em 60, 70 anos. A ideia de atrair investimentos privados é correta, o que precisa ser feito é uma modelagem para que as empresas que participem tenham idoneidade", sugeriu Rands. Contudo, Dani discordou do modelo. "Um estado mínimo não é garantidor de direito. Somos a favor, sim, da diminuição de cargos e dos 'amigos do rei', mas o estado precisa ser forte", criticou.

IPVA das motos - O tema da isenção de impostos para "motos cinquentinha" tem gerado divergência entre paulo e Armando."Há muito preconceito com essa questão. O socialista critica a proposta de Armando, pois considera que ela aumentaria os acidentes, agravando a saúde pública. Além disso, os dois divergem sobre o modelo de tributação ideal.

"As cinquentinhas eram isentas, Paulo é que passou a cobrar o IPVA. É algo muito recente, quando já havia esse quadro que pressiona a saúde pública. A moto é uma ferramenta de trabalho e um meio de locomoção num país que tem muitos problemas de mobilidade. Precisamos de mais fiscalização e equipamentos de segurança. O atual governo recolhe as motos aos depósitos. E a polícia, que muitas vezes deveria estar combatendo os bandidos, prejudica o sustento de muitos pernambucanos que dependem desse meio de transporte. O Paulo é contra isentar o IPVA das motos. É a visão fiscalista, a visão de punir os pequenos sempre", afirmou Armando.

"As coisas precisam ser esclarecidas. As cinquentinhas tiveram sua regulamentação definida a partir de uma Lei Federal aprovada no Congresso e fez a obrigatoriedade de todos terem o devido cadastro para o registro. Mas a grande questão do licenciamento de motos não está no IPVA, mas está no seguro obrigatório, que é um a taxa federal e precisa ser discutida no âmbito federal e Armando, como senador da República, não discutiu seriamente essa questão", rebateu.

Com informações da Folha de Pernambuco

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Nova pesquisa aponta: Paulo Câmara com 34% e Armando Monteiro com 30%

O Instituto Real Time Big Data divulgou a segunda rodada de pesquisas para governador e senador de Pernambuco. Foram 1.000 questionários entre os dias 21 e 22 de setembro e possui margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O registro da pesquisa é: PE-03887/2018.

No cenário espontâneo para governador, Paulo Câmara (PSB) aparece com 22%, Armando Monteiro (PTB) 19%, Maurício Rands (PROS) 2%, Julio Lossio (Rede) 2% e Dani Portela (PSOL) 1%, Brancos e nulos 15% e indecisos 39%. Simone Fontana (PSTU) não pontuou.

Na pesquisa estimulada Paulo Câmara aparece com 34% das intenções de voto contra 30% de Armando Monteiro, Julio Lossio 5%, Maurício Rands 4%, Dani Portela 2%, Outros 1%, Brancos e nulos 15%, indecisos 9%.

No segundo turno Paulo Câmara teria 40% contra 38% de Armando Monteiro, brancos e nulos 17% e indecisos 5%.

No quesito rejeição Paulo Câmara teria 45%, Armando Monteiro 30%, Maurício Rands 19%, Julio Lossio 17%, Simone Fontana 17%, Dani Portela 17%, Ana Patricia Alves 15%.

Com informações do Blog do Edmar Lyra

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Justiça Eleitoral nega direito de resposta a Paulo Câmara e mantém no ar inserções com promessas não cumpridas

A Justiça Eleitoral de Pernambuco negou direito de resposta à coligação de Paulo Câmara, que queria retirar do rádio, TV e redes sociais a propaganda de Armando. Nas inserções, Armando relembra propostas feitas por Paulo em 2014 e que não foram cumpridas, entre elas a construção de quatro novos hospitais, seis UPAs, redução dos indicadores da violência e implantação do bilhete único.

“Não foi feita qualquer referência à esfera pessoal de Paulo Câmara. A figura em questão, ali, é tão só a do candidato, fazendo-se uma concatenação entre algumas de suas propostas, no último certame, e o que se teve neste mandato em curso. Em suma, da leitura da propaganda em debate, não reconheço acerto nas razões trazidas no decisum rebatido, notadamente por não vislumbrar a presença de afirmações manifestamente ofensivas à imagem de Paulo Câmara, que extravasam os limites legais e o contexto peculiar aos debates políticos, não atraindo, pois, as disposições contidas no art. 58, da Lei 9.504, de 1997, de modo, por conseguinte, a não autorizar a concessão do direito de resposta ora atacado”, afirma o relator do processo, desembargador relator Vladimir Souza Carvalho, em sua decisão.

Desde o início da campanha a coligação do atual governador tenta retirar do ar as peças que mostram as promessas realizadas há quatro anos e não entregues à população. “É fundamental, no debate político, que as pessoas possam analisar as propostas de cada candidatura e conhecer o que elas, de fato, conseguiram concretizar. Portanto trazer esse tema faz parte da discussão numa campanha eleitoral”, argumentou o coordenador jurídico da campanha de Armando, o advogado Walber Agra.