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segunda-feira, 16 de julho de 2018

PSB é condenado a indenizar moradora por acidente com avião de Campos

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o PSB (Partido Socialista Brasileiro) e empresários a pagarem indenização a uma moradora que teve o imóvel atingido pelo avião que caiu e matou o então candidato à Presidência da República Eduardo Campos, em 2014. 

Os condenados deverão pagar R$ 10 mil como compensação por danos morais. As informações são da Agência Brasil. A decisão da 8ª Câmara de Direito Privado do TJ, divulgada nesta sexta-feira (13), foi unânime. A moradora estava em casa quando o acidente ocorreu e teriam caídos destroços na garagem dela.

O relator do caso, desembargador Pedro de Alcântara Leme, avaliou que o PSB e os empresários deveriam responder porque tinham a posse direta da aeronave. Ele considerou que o susto da moradora justifica o dano moral, além do fato da senhora, com 76 anos na época, ter tido de se ausentar de casa por alguns dias, medida relevante em razão da idade dela.

Em junho de 2016, outro morador já havia sido indenizado em razão de prejuízos causados pelo acidente. A 4ª Vara Cível da Comarca de Santos determinou que o PSB pagasse R$ 7,5 mil por danos materiais.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que a condenação é injusta, "uma vez que a responsabilidade não é do PSB e sim dos proprietários do avião", com os quais a legenda não celebrou contrato. Mas disse que o partido não discutiria uma decisão judicial. "Todos, sem exceção, estão obrigados a cumprir as decisões da Justiça", acrescentou.

Com informações da Folha de Pernambuco

sábado, 12 de agosto de 2017

PSB vive crise de identidade 3 anos após morte de Campos

Com o vácuo de liderança deixado pelo presidenciável Eduardo Campos, cuja morte completa três anos no domingo (13), o Partido Socialista Brasileiro se vê na iminência de uma debandada, às voltas com divergências internas e discordâncias sobre os rumos programáticos.

Agregador e com visibilidade, Campos atraiu nomes dificilmente identificáveis com a bandeira socialista e que hoje puxam a fila de dissidências -com Heráclito Fortes (PI) à frente, mais de dez deputados dizem estar com "a faca nas costas" e devem migrar para o DEM.

Ruralistas filiados por Campos hoje batem cabeça com "socialistas históricos" como o presidente da sigla, Carlos Siqueira, em debates como o das reformas econômicas. A decisão de votar a favor da denúncia contra Michel Temer coroou a divisão pessebista na Câmara.

No dia 2, a líder Tereza Cristina (MS) orientou a bancada a votar pelo prosseguimento da ação, mas antecipou que votaria de forma diferente. Por fim, a sigla deu 22 votos a favor da denúncia e 11 contra.

O clima entre a direção e os deputados já estava azedado. Na véspera, Siqueira enviara carta a Cristina, com cópia a todos os deputados, dizendo que, se ela estivesse constrangida, que repassasse "encarecidamente" a tarefa a um vice-líder. "Achei meio machista", ela reagiu.

Em abril, a deputada já havia sido destituída por Siqueira da presidência do diretório do PSB em Mato Grosso do Sul ao liberar o voto da bancada na reforma trabalhista, mesmo após o PSB decidir que se oporia ao texto. A reunião que definiu a posição foi tensa, com discussões exaltadas entre Siqueira e os ruralistas.

O presidente se diz parte da "ala ideológica" do partido, que tenta preservar a memória de Miguel Arraes (1916-2005) e o programa histórico do PSB. Ele afirma que não quer passar "como leniente". 

"O DNA do PSB é de esquerda, não tem como mudar. Mas a gente pode encontrar o equilíbrio", diz Jonas Donizette, prefeito de Campinas (SP) e presidente da Frente Nacional de Prefeitos. Para ele, o partido precisa se modernizar. "O estatuto fala em desapropriação de terra. Nem a China comunista tem isso mais! Às vezes parece um dogma, é como se estivesse ferindo as memórias dos antigos líderes."

Em discurso no aniversário de 70 anos do partido na quinta (10), em frente à direção e militância, Siqueira pregou "coerência", chamou a reforma da Previdência de "insanidade" e disse que "não se pode discordar do ideário de um partido em que se entra". Apesar de a cúpula da legenda estar presente, líderes das bancadas na Câmara e Senado faltaram ao encontro.

DIREÇÃO - Sem Campos, o comando pessebista passou a ser disputado, de um lado, pelo grupo ligado ao ex-governador, que inclui Siqueira e o atual governador de Pernambuco Paulo Câmara, e de outro, pelo vice-governador de São Paulo, Márcio França.

O paulista, favorável à incorporação de quadros não necessariamente identificados com as bandeiras tradicionais do PSB, ganha força com a perspectiva de assumir o governo de São Paulo após eventual renúncia de Geraldo Alckmin para concorrer na eleição de 2018. 

Ele reconhece que a ausência de Campos "é uma avalanche, a gente perdeu o fio condutor". E defende a aliança com Alckmin em eventual candidatura à Presidência, após anos de apoio ao PT. "O PSB manteve a posição, quem mudou foi o PT", justifica.

Correligionários da Bahia, Paraíba e Amapá não pensam assim. Esses diretórios devem se aliar à chapa petista em 2018. A senadora Lídice da Mata (BA), por exemplo, diz que "não vê" o partido com Alckmin e diz que se a direção tivesse fechado questão em 2014 pelo apoio a Aécio, seu grupo sairia do partido.

No Sul, Beto Albuquerque, que foi vice de Marina Silva em 2014, quer que o partido o lance como candidato a presidente e só decida apoio caso fique fora de um eventual segundo turno. "É importante que, no momento que o país vive, o PSB expresse seu pensamento. Não acho que isso colocaria em risco disputas estaduais."

Com informações dos repórteres José Marques e Thais Bilenki, da Folha de S.Paulo

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O irmão de Eduardo - Magoado, Antônio Campos abandona PSB e critica Paulo Câmara

O advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos e que tentou eleger-se prefeito de Olinda, pelo PSB, nas eleições municipais passadas, tomou a decisão de abandonar a agremiação pela qual disputou o pleito.

O advogado Antonio Campos promete anunciar novo partido em março. Ele já vem ultimamente conversando com alguns partidos, mas não declina os interessados.

Sem alarde, na última semana, o irmão de Eduardo Campos esteve em Brasília e comunicou ao presidente do PSB Carlos Siqueira suas dificuldades regionais. Ao presidente do partido, Tonca, como é mais conhecido, disse que deixa o PSB porque foi traído na eleição Olinda e ainda considera que vem sendo discriminado.

A indicação de secretários por parte do governador Paulo Câmara em Olinda e outras notícias que lhe chegaram, além de um ambiente hostil em alas do PSB estadual, foram alguns dos argumentos apresentados.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Família de Eduardo Campos se prepara para eleições

Em Xexéu, a 135 km do Recife, a praça Miguel Arraes recebeu em abril um convidado que despertou olhares curiosos durante a inauguração do Palácio Municipal Governador Eduardo Campos. "Eu tenho certeza de que, quando vocês olham pra isso (crise política), se perguntam: por que não é Eduardo Campos que está lá?", discursou João Campos, 21, segundo dos cinco filhos do ex-governador.

Homenagens como essa têm se repetido desde 13 de agosto de 2014, quando Eduardo Campos, então candidato do PSB à Presidência, e outras seis pessoas morreram em acidente com o jatinho Cessna, em Santos (SP).

Um ano depois, graças à popularidade do ex-governador, filho, irmão e viúva mantêm a influência da família no partido, iniciada com o avô de Eduardo, Miguel Arraes, nos anos 1990. Nova aposta, João Campos se prepara para sua primeira eleição –quer ser deputado federal em 2018.

Também tem percorrido o interior de Pernambuco para participar de encontros como secretário de Organização do diretório estadual do PSB e se tornar conhecido. Discursa de improviso e com voz firme, mas ainda transmite pouca intimidade com o palco.

A viúva, Renata, tem participado dos bastidores da cúpula do PSB: defendeu o adiamento da fusão com o PPS e recebeu a senadora Marta Suplicy (ex-PT-SP) –o partido negocia sua filiação. Ela, porém, diz que a prioridade é cuidar do filho caçula, Miguel, de um ano e com síndrome de Down. E faz mistério sobre se candidatar.

Já Antônio, irmão de Eduardo, não esconde a pretensão de concorrer à Prefeitura de Olinda. A mais de um ano da eleição, já teve que responder na Justiça Eleitoral por suposta propaganda antecipada.

Nesta segunda (10), quando completaria 50 anos, Campos será lembrado em ato no Recife. Homenagens já se espalham pelo Estado –uma edição especial de latas de cerveja e até tatuagem nas costas de um prefeito.

Na quinta (13), data que marca um ano de sua morte, serão celebradas missas em Brasília e no Recife.

Com informações e imagem da Folha de São Paulo