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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

De nome novo - PMDB aprova mudança e passa a ser chamado MDB

Integrantes do PMDB aprovaram, em convenção nacional extraordinária, hoje, a mudança do nome da legenda, com a retirada da letra “P”, que significa a palavra partido. A partir de agora, a legenda volta a ser chamada pelo nome original: MDB – Movimento Democrático Brasileiro.

Em agosto, o presidente da legenda, senador Romero Jucá (RR), já havia anunciado a intenção de alterar o nome. À época, ele afirmou que o objetivo da mudança era “ganhar as ruas”. Para oficializar a decisão, era necessário o aval dos peemedebistas, em votação feita em convenção nacional.

“O MDB seguirá no rumo da mudança que nos transformará novamente em um grande e novo movimento. Não é uma volta para o passado, mas um passo gigantesco para o futuro”, disse Jucá, em discurso aos colegas de partido.

Movimento Democrático Brasileiro era o nome da agremiação antes de 1980, quando, ainda durante a ditadura militar, foi adotado o pluripartidarismo. O resgate da sigla MDB faz parte de uma estratégia dos peemedebistas de diminuir o desgaste do PMDB e da política partidária junto à sociedade. Vários integrantes da cúpula do partido, entre eles o presidente, senador Romero Jucá, são alvo de investigações em escândalos de corrupção.

Entre as intenções dos peemedebistas com a retomada do MDB, está a de recordar a imagem de figuras, como Ulysses Guimarães e Teotônio Vilela, protagonistas da luta pela redemocratização do país.

Em entrevista, Jucá disse que a volta ao MDB não é “para esconder” eventuais irregularidades. “Qualquer coisa que seja investigada será respondida e cada um é, individualmente, responsável por aquilo que tenha feito de equivocado. O partido não tem nada a ver com isso, está tranquilo e vai disputar as eleições de cabeça erguida. Não temos nenhum tipo de vergonha”, disse.

De acordo com a assessoria de Jucá, a mudança de nome vai ser comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como o Judiciário entrará em recesso, a Justiça Eleitoral só deve oficializar a alteração em fevereiro.

Outras decisões - A reunião partidária foi aberta com poucos participantes no auditório. Na fala inicial, Jucá chegou a anunciar que o presidente Michel Temer chegaria em instantes ao evento, mas a participação foi cancelada minutos depois.

Após o Planalto divulgar que Temer não compareceria ao evento, o presidente surpreendeu a todos, apareceu e fez um breve discurso de 10 minutos. Ele defendeu a reforma da Previdência e sugeriu a pessoas que ganham mais que façam uma previdência complementar.

Na pauta da convenção, estão outros itens, como a adequação do estatuto partidário à legislação eleitoral, com a inclusão das regras de distribuição do fundo público destinado a bancar campanhas eleitorais.

Jucá voltou a dizer que parlamentares que defendem as posições do partido serão “apoiados com mais força” durante as eleições. “Vamos tratar com prioridade aqueles que estão fechados com a posição do partido”, afirmou.

O encontro também terá definições sobre a adoção de um sistema de governança e compliance, além do início da discussão sobre o novo programa partidário.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Justiça concede liminar contra dissolução do diretório do PMDB de Pernambuco

O pedido de dissolução do diretório estadual do PMDB-PE foi suspenso, no final da manhã de hoje (02/10), por liminar concedida pelo juiz da 26ª Vara Cível da Capital José Alberto de Barros Freitas Filho. A decisão foi comunicada à Imprensa pelo presidente regional da sigla, Raul Henry, em coletiva à tarde, na sede do partido, no Bairro do Recife.

Henry contou que a direção local entrou com a ação anulatória, na última sexta-feira (29/09). A decisão de judicializar a questão se deu, segundo o dirigente, depois que ele percebeu que se tratava de “um jogo de cartas marcadas” para beneficiar o senador Fernando Bezerra Coelho.

“No último dia 19, fui à Brasília conversar com o relator do caso, deputado Baleia Rossi (SP), e ele pediu que ficássemos tranquilos, pois disse que política se resolve com diálogo. Me garantiu que ainda iria ouvir muitas pessoas e que esse seria um processo de longo prazo. Na segunda-feira (25), entretanto, fomos surpreendidos por uma notificação formal, nos dando um prazo de cinco dias para que apresentássemos uma defesa”, explicou.

Após a notificação, Henry voltou à capital federal, na quarta-feira (27), onde participou de reunião da comissão executiva nacional e, a partir do que que chamou de “quebra do princípio da confiança”, buscou orientações junto ao jurídico do PMDB em Pernambuco e aos filiados do partido para avaliar que providências tomar.

“Eu não tomaria essa decisão sozinho. Todas as consultas que fiz em Pernambuco e fora do Estado foram unânimes no sentindo de que nós não compactuássemos com tamanha ilegalidade. Um pedido de dissolução completamente inepto, que não atende às exigências formais de um procedimento como esse, totalmente ilegal, e nós não poderíamos estar legitimando uma violência dessa contra uma história de 50 anos”, defendeu.

Segundo Carlos Neves, advogado do PMDB em Pernambuco, a liminar foi concedida, pois o processo estava sendo feito pela comissão executiva do partido, contrariando o estatuto da legenda, que elege como órgão competente para julgar casos de dissolução de diretórios, o Conselho Nacional do PMDB.

Neves explicou, ainda, o outro fator que embasou a decisão do magistrado: a chamada inépcia parcial do pedido formulado, que, em resumo, nada mais é do que a ausência de fundamentos que justifiquem a petição. “O pedido dissolução apresentado à executiva nacional deveria, no mínimo, apontar especificamente qual a diretriz ou deliberação que deixou de ser cumprida pelo diretório estadual, sob pena de dificultar e impossibilitar o direito de ampla defesa, previsto na Constituição Federal”, pontuou.

Com informações do Blog do Edmar Lyra

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Raul Henry: FBC "só confirma a fama de traidor que ele conseguiu cultivar"

O vice-governador de Pernambuco e presidente da executiva estadual do PMDB, Raul Henry, fez duras críticas ao processo de ingresso do senador Fernando Bezerra Coelho no partido e à possível perda do comando da legenda para o novo integrante. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta segunda-feira (11), Henry voltou a falar em "violência contra a história da legenda", disse que o grupo "vai lutar" e chamou, ainda, o parlamentar de "traidor".

Questionado se a iniciativa seria uma retaliação da executiva nacional à postura do deputado federal Jarbas Vasconcelos em favor da denúncia do presidente Michel Temer (PMDB), Raul Henry disse acreditar as duas coisas parecem não ter relação.

"Agora é uma coisa diferente, uma articulação do senador Fernando, uma coisa absolutamente desleal, traiçoeira, indigna da parte dele, mas não vamos aceitar. Me parece que com essa só confirma a fama de traidor que ele conseguiu cultivar aqui em Pernambuco. Não vamos admitir, nós vamos para a luta e para o enfrentamento", disparou.

O dirigente partidário lembrou entrevista "muito generosa" concedida por Jarbas em relação ao senador, na qual ele afirmava que acolheria Fernando Bezerra Coelho no PMDB.

"Mas ninguém imaginava que na impossibilidade de Jarbas conversar, acometido de uma forte sinusite, que sequer foi a Brasília, eu numa viagem de trabalho a Ásia, que o senador fosse entrar no partido dizendo que estava entrando para ser o comandante estadual do PMDB. Que história é essa? Que falta de respeito é essa? Que violência é essa contra a nossa história, contra toda uma trajetória que nós temos, contra a liderança de Jarbas, querendo atropelar, querendo desmoralizar a liderança de Jarbas? Não vamos aceitar isso por hipótese nenhuma", declarou o vice-governador.

Raul também acrescentou que teve uma conversa sobre um eventual ingresso com o senador há dois meses. E que depois não conversou.  Na entrevista à Rádio Folha, Raul Henry também disse que na quarta-feira (13) vai ter reunião da executiva nacional e que ele e Kaio Maniçoba, atual secretário estadual de Habitação e que também faz parte da direção nacional, estarão e que levantarão o assunto para debate.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Diretório do PMDB pernambucano deverá ser dissolvido para garantir candidatura de FBC ao governo do Estado

O presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá, afirmou nesta quarta-feira que o senador pernambucano Fernando Bezerra Coelho deverá sim, ser candidato ao governo de Pernambuco em 2018 pelo partido. Ele frisou, inclusive, que o diretório estadual da legenda deverá ser dissolvido, caso a direção insista em manter a postura de apoio ao projeto de reeleição do governador Paulo Câmara.

“Não queremos chegar a tal ponto, mas se for necessário dissolveremos o diretório, o que não cabe recurso”, afirmou Jucá. Em nota oficial, a direção do PMDB em Pernambuco informou ter ficado surpresa com o ingresso do senador Fernando Bezerra Coelho no partido. A sua filiação se deu ontem em Brasília num ato prestigiado pelas principais lideranças nacionais da legenda.

Jucá afirmou que tratou da filiação de Bezerra com o deputado Jarbas Vasconcelos, semana passada, em Brasília. “Disse a ele, inclusive, que a prioridade do PMDB no Estado é ter candidato a governador e contar com Jarbas candidato a senador”, assinalou.

Ele falou ainda que a dissolução só será tomada como medida extrema se o partido no Estado não se submeter à orientação de fechar com a tese de candidatura própria a governador. “A nota do PMDB de Pernambuco reafirma apoio a Paulo Câmara. Sou amigo do governador, mas reafirmo que o nosso partido não tem projeto de se realinhar à reeleição do governador, mas disputar o Palácio das Princesas em faixa própria, no caso com a candidatura de Fernando Bezerra”, afirmou.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Jarbas admite aliança com o PT para 2018. Lideranças petistas se dividem sobre parceria com ex-governador

Diante das indicações da uma aproximação entre o PT e o PSB nas eleições de 2018, surge um impasse sobre a presença do deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB),com vaga garantida no senado na chapa com Paulo Câmara (PSB), dividindo o mesmo palanque com os petistas, seus adversários políticos históricos. 

Crítico ferrenho da gestão do PT durante os 12 anos da gestão municipal em Recife, Jarbas adotou um discurso brando ao falar da possibilidade de ter os petistas como aliados, assinalando que está disposto a ter tolerância (palavra que repetiu diversas vezes) com essa nova conjuntura que pode se formar, em nome da aliança com o governador. "Eu posso ser acusado disso ou daquilo, mas eu não sou uma pessoa intolerante. O PT chegando chegou, deixa ele chegar, não faz mal nenhum, eu não vou me incomodar não", disse o deputado em entrevista à Rádio Jornal nesta quinta-feira (31). 

Política é política - Ele pondera que a hipótese de aliança entre os dois partidos que vem sendo apontada é "absurda", mas "politica é politica, pode acontecer". "Não há possibilidade de eu me abraçar com o PT, nenhuma, zero. Mas eles chegando eu tenho que ter grandeza, espaço, tolerância. Eu não posso virar um intolerante nessa altura da minha vida, da minha idade", contou o deputado. Ele também garantiu que não tem pretensões de romper com o governador Paulo Câmara. 

A fala do deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) ontem, à Rádio Jornal, de que não se sente incomodado com uma aproximação do PT com o bloco do PSB estadual, ao qual o peemedebista é aliado, gerou reações distintas entre os petistas. 

Alguns representantes dizem que a aproximação de Jarbas com o PT é praticamente descartada, por conta do passado de adversidades políticas, outros nomes dizem que o cenário não trará surpresa. Vice-líder da oposição na Alepe, Teresa Leitão enxerga um grande problema em uma aliança com Jarbas. “Jarbas não é simplesmente um rival político do PT. Ele tem um lado e nós temos outro. A gente não está desesperado. Estamos construindo uma candidatura própria e um palanque para Lula. É muita arrogância ele dizer isso. O PT se incomoda muito de estar com ele”, declarou. A deputada estadual lembrou que o peemedebista votou favorável ao impeachment de Dilma Rousseff (PT) e esteve ao lado de Aécio Neves (PSDB) na eleição de 2014. “Ele é que está indefinido no PMDB, nós não, estamos muito bem definidos”, acrescentou.

Na avaliação do ex-prefeito do Recife, João Paulo, os palanques de 2018 serão divididos entre pró e contra o governo de Michel Temer (PMDB). 

“O problema do palanque não é quem vai ou vem para uma aliança. Isso é uma questão menor a ser desconsiderada. O que vai balizar é a estratégia”, disse. João Paulo afirmou que não seria uma surpresa se Jarbas estivesse em um mesmo palanque com o PT. “Na política, vi muitos cenários que seriam impossíveis, até com o próprio Jarbas, como foi a aliança com Eduardo Campos e Roberto Magalhães”, acrescentou. Para o ex-prefeito, Jarbas já deu uma demonstração que se encaixaria no lado “anti-Temer” quando votou pela admissibilidade da denúncia de investigação de corrupção do presidente. A declaração de Jarbas, na opinião de João Paulo, não promove mudanças imediatas no PT, mas não descarta a possibilidade da união. “Há uma resolução interna (do PT) que é ter candidatura própria. Mas há decisões que mais na frente podem ser definidas”, acrescentou.

sábado, 12 de agosto de 2017

PMDB em clima de guerra - Jarbas e Raul Henry detonam direção nacional do partido

É péssimo o clima entre a direção estadual do PMDB pernambucano e a direção nacional da legenda. Tudo por conta da punição dada pelos dirigentes nacionais ao deputado federal Jarbas Vasconcelos, que contrariou a orientação da liderança peemedebista na Câmara, pelo voto contra o pedido de investigação do presidente Michel Temer feito pelo Supremo Tribunal Federal. Jarbas e mais quatro parlamentares do PMDB foi suspenso das atividades partidárias por um prazo de 60 dias por desobediência partidária.

Nesta sexta o presidente estadual do PMDB, Raul Henry, emitiu uma nota onde bateu pesado na direção nacional do partido pela punição a Jarbas. “O deputado Jarbas Vasconcelos é uma reserva moral do PMDB e da vida pública do Brasil. Foi fundador do partido e sempre honrou suas melhores tradições. Ao votar pela autorização da investigação proposta pela Procuradoria Geral da República, o fez sem expressar qualquer pré-julgamento. Votou em sintonia com a sua consciência, com a sua história e com o sentimento da maioria da sociedade brasileira”, disse ele na nota.

Jarbas também esbravejou e detonou os dirigentes do partido. “No meu entendimento essa punição oficializada hoje pelo partido é algo esdrúxulo e completamente sem sentido. Só reforça minha avaliação de como  é fraca e despreparada a direção nacional do PMDB hoje. Fui um dos fundadores do MDB, que posteriormente deu origem ao PMDB, e ao longo de toda a minha trajetória dentro do partido nunca vi algo parecido. O respeito às ideias e posicionamentos  é algo fundamental, e o caminho pelo qual está seguindo hoje o PMDB nacional ignora completamente essa condição, que é primordial para todos que exercem a política e principalmente para quem está a frente de qualquer partido numa democracia”.

O clima é ruim e com isso crescem os rumores de uma inédita intervenção do PMDB nacional no diretório de Pernambuco, que poderá ir parar nas mãos do senador Fernando Bezerra Coelho, que tem se mostrado leal ao presidente Michel Temer em todas as votações, além de manter seu filho, Fernando Filho, a frente do Ministério das Minas e Energia da gestão do peemedebista. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

PMDB lidera a arrecadação eleitoral em 2016

Partidos que formam a base aliada do governo Michel Temer (PMDB) lideram a arrecadação de verba para as eleições municipais, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, destaca o jornal Folha de São Paulo.

Atingido pelo impeachment de Dilma Rousseff e a Lava Jato, o PT ficou na dianteira em 2012 e agora é sétimo. Os dados tabulados pela Folha correspondem às informações entregues por candidatos até o último dia 31, frisa o jornal. 

O PMDB é o partido com mais receita entre os postulantes a prefeito e vereador, com cerca de R$ 44 milhões. Em seguida vem o PSDB, que voltou ao governo após 14 anos, com R$ 35 milhões. A fatia do PP, aliado do PT durante as gestões Dilma e Lula, foi a que mais cresceu.