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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Crítico de Lula e eleitor de Alckmin, Jarbas Vasconcelos declara apoio a Haddad

O deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), eleito senador por Pernambuco na chapa do governador Paulo Câmara (PSB), declarou nesta quarta-feira (24) apoio formal ao candidato Fernando Haddad (PT). Crítico histórico do ex-presidente Lula, o emedebista apoiou Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno das eleições.

O anúncio do apoio a Haddad foi feito por meio das redes sociais pelo senador Humberto Costa (PT). O petista informou que recebeu uma ligação de Jarbas. "Com a brilhante história de luta em defesa da democracia, Jarbas se mostra coerente com os seus princípios ao se posicionar, mais uma vez, na sua vida pública, ao lado do povo", escreveu Costa.

A assessoria de imprensa do emedebista confirmou a declaração de apoio formal a Haddad. O político não concedeu entrevista. Jarbastem um histórico de discursos duros contra o ex-presidente Lula. Em 2010, chegou a classificar o líder petista como chefe de uma facção. Em setembro de 2015, durante encontro com empresários pernambucanos, disse que seria uma cena bonita ver Lula sendo preso.

"Vocês têm dúvida de que Lula vai ser preso na Lava Jato? Vai ser uma cena bonita ele caminhando para Curitiba, uma cena normal", afirmou, na época. Durante a campanha eleitoral neste ano, mudou o tom. Até apareceu em fotos com a bandeira do PT e fazendo o "L" de "Lula livre".

Com informações da Folha de Pernambuco

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Jarbas admite aliança com o PT para 2018. Lideranças petistas se dividem sobre parceria com ex-governador

Diante das indicações da uma aproximação entre o PT e o PSB nas eleições de 2018, surge um impasse sobre a presença do deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB),com vaga garantida no senado na chapa com Paulo Câmara (PSB), dividindo o mesmo palanque com os petistas, seus adversários políticos históricos. 

Crítico ferrenho da gestão do PT durante os 12 anos da gestão municipal em Recife, Jarbas adotou um discurso brando ao falar da possibilidade de ter os petistas como aliados, assinalando que está disposto a ter tolerância (palavra que repetiu diversas vezes) com essa nova conjuntura que pode se formar, em nome da aliança com o governador. "Eu posso ser acusado disso ou daquilo, mas eu não sou uma pessoa intolerante. O PT chegando chegou, deixa ele chegar, não faz mal nenhum, eu não vou me incomodar não", disse o deputado em entrevista à Rádio Jornal nesta quinta-feira (31). 

Política é política - Ele pondera que a hipótese de aliança entre os dois partidos que vem sendo apontada é "absurda", mas "politica é politica, pode acontecer". "Não há possibilidade de eu me abraçar com o PT, nenhuma, zero. Mas eles chegando eu tenho que ter grandeza, espaço, tolerância. Eu não posso virar um intolerante nessa altura da minha vida, da minha idade", contou o deputado. Ele também garantiu que não tem pretensões de romper com o governador Paulo Câmara. 

A fala do deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) ontem, à Rádio Jornal, de que não se sente incomodado com uma aproximação do PT com o bloco do PSB estadual, ao qual o peemedebista é aliado, gerou reações distintas entre os petistas. 

Alguns representantes dizem que a aproximação de Jarbas com o PT é praticamente descartada, por conta do passado de adversidades políticas, outros nomes dizem que o cenário não trará surpresa. Vice-líder da oposição na Alepe, Teresa Leitão enxerga um grande problema em uma aliança com Jarbas. “Jarbas não é simplesmente um rival político do PT. Ele tem um lado e nós temos outro. A gente não está desesperado. Estamos construindo uma candidatura própria e um palanque para Lula. É muita arrogância ele dizer isso. O PT se incomoda muito de estar com ele”, declarou. A deputada estadual lembrou que o peemedebista votou favorável ao impeachment de Dilma Rousseff (PT) e esteve ao lado de Aécio Neves (PSDB) na eleição de 2014. “Ele é que está indefinido no PMDB, nós não, estamos muito bem definidos”, acrescentou.

Na avaliação do ex-prefeito do Recife, João Paulo, os palanques de 2018 serão divididos entre pró e contra o governo de Michel Temer (PMDB). 

“O problema do palanque não é quem vai ou vem para uma aliança. Isso é uma questão menor a ser desconsiderada. O que vai balizar é a estratégia”, disse. João Paulo afirmou que não seria uma surpresa se Jarbas estivesse em um mesmo palanque com o PT. “Na política, vi muitos cenários que seriam impossíveis, até com o próprio Jarbas, como foi a aliança com Eduardo Campos e Roberto Magalhães”, acrescentou. Para o ex-prefeito, Jarbas já deu uma demonstração que se encaixaria no lado “anti-Temer” quando votou pela admissibilidade da denúncia de investigação de corrupção do presidente. A declaração de Jarbas, na opinião de João Paulo, não promove mudanças imediatas no PT, mas não descarta a possibilidade da união. “Há uma resolução interna (do PT) que é ter candidatura própria. Mas há decisões que mais na frente podem ser definidas”, acrescentou.

sábado, 12 de agosto de 2017

PMDB em clima de guerra - Jarbas e Raul Henry detonam direção nacional do partido

É péssimo o clima entre a direção estadual do PMDB pernambucano e a direção nacional da legenda. Tudo por conta da punição dada pelos dirigentes nacionais ao deputado federal Jarbas Vasconcelos, que contrariou a orientação da liderança peemedebista na Câmara, pelo voto contra o pedido de investigação do presidente Michel Temer feito pelo Supremo Tribunal Federal. Jarbas e mais quatro parlamentares do PMDB foi suspenso das atividades partidárias por um prazo de 60 dias por desobediência partidária.

Nesta sexta o presidente estadual do PMDB, Raul Henry, emitiu uma nota onde bateu pesado na direção nacional do partido pela punição a Jarbas. “O deputado Jarbas Vasconcelos é uma reserva moral do PMDB e da vida pública do Brasil. Foi fundador do partido e sempre honrou suas melhores tradições. Ao votar pela autorização da investigação proposta pela Procuradoria Geral da República, o fez sem expressar qualquer pré-julgamento. Votou em sintonia com a sua consciência, com a sua história e com o sentimento da maioria da sociedade brasileira”, disse ele na nota.

Jarbas também esbravejou e detonou os dirigentes do partido. “No meu entendimento essa punição oficializada hoje pelo partido é algo esdrúxulo e completamente sem sentido. Só reforça minha avaliação de como  é fraca e despreparada a direção nacional do PMDB hoje. Fui um dos fundadores do MDB, que posteriormente deu origem ao PMDB, e ao longo de toda a minha trajetória dentro do partido nunca vi algo parecido. O respeito às ideias e posicionamentos  é algo fundamental, e o caminho pelo qual está seguindo hoje o PMDB nacional ignora completamente essa condição, que é primordial para todos que exercem a política e principalmente para quem está a frente de qualquer partido numa democracia”.

O clima é ruim e com isso crescem os rumores de uma inédita intervenção do PMDB nacional no diretório de Pernambuco, que poderá ir parar nas mãos do senador Fernando Bezerra Coelho, que tem se mostrado leal ao presidente Michel Temer em todas as votações, além de manter seu filho, Fernando Filho, a frente do Ministério das Minas e Energia da gestão do peemedebista.